Gabarito do simulado de Capitão-Amador
A resposta certa de cada questão do simulado gratuito de Capitão-Amador, com a explicação de por que ela é a certa.
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Questão 1 de 40
No dia 06 de agosto de 2011, a hora informada no Almanaque Náutico para o 'nascer do Sol', na latitude 10⁰ S, corresponde a:
- A) HVL (hora verdadeira local).
- B) HVG (hora verdadeira em Greenwich).
- C) HMG (hora média em Greenwich).
- D) HML (hora média local).✓ resposta
- E) HLEG (hora legal).
## Explicação **Resposta correta: D — HML (hora média local).** Os instantes tabulados no Almanaque Náutico para o nascer do Sol, o pôr do Sol e os crepúsculos são calculados para o meridiano de Greenwich, mas representam, aproximadamente, a **Hora Média Local (HML)** do fenômeno em qualquer meridiano [SRC:cmpagibwf0062m7m2ptro9mxp]. Ou seja, ao consultar o Almanaque Náutico para a latitude 10° S na data indicada, o valor obtido diretamente da tabela é uma HML — não uma hora referenciada a Greenwich nem a qualquer fuso legal. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — HVL (hora verdadeira local):** A hora verdadeira está ligada ao Sol verdadeiro (dia solar aparente) e ao meridiano local, diferindo da hora média pelo equacionamento do tempo. O Almanaque trabalha com tempo médio, não com tempo verdadeiro. [SRC:cmpagibwf0062m7m2ptro9mxp] - **B — HVG (hora verdadeira em Greenwich):** Além de não ser hora verdadeira (ver item A), o valor tabelado não fica referenciado ao meridiano de Greenwich para fins de uso direto — embora seja *calculado* para Greenwich, ele representa a HML em qualquer meridiano [SRC:cmpagibwf0062m7m2ptro9mxp]. - **C — HMG (hora média em Greenwich):** A HMG é o passo *seguinte* ao uso da tabela: após obter a HML do Almanaque, aplica-se a longitude do observador para converter em HMG, e só então se converte em Hora Legal [SRC:cmpagibwf0062m7m2ptro9mxp]. O valor bruto da tabela, portanto, ainda é HML. - **E — HLEG (hora legal):** A Hora Legal é o resultado final do processo de cálculo, obtida apenas após converter HML → HMG → Hleg pelo fuso horário [SRC:cmpagibwf0062m7m2ptro9mxp]. Não é o que o Almanaque fornece diretamente. **Dica de estudo:** Revise a sequência completa de conversão de horas para fenômenos astronômicos: HML (Almanaque) → HMG (aplicando longitude) → Hora Legal (aplicando fuso) — essa cadeia é cobrada com frequência.Questão 2 de 40
Um Capitão-Amador, no dia 05 de agosto de 2011, navegando pela Costa Leste brasileira, nas proximidades do Porto de Cabedelo (Lat: 07⁰ 00,00' S e Long: 034⁰ 50,00' W), calculou o seguinte horário legal (HLEG) para o pôr-do-Sol (conforme o seu relógio - horário de Brasília):
- A) 18 h 00 m 36 s.
- B) 18 h 03 m 21 s.
- C) 18 h 09 m 00 s.
- D) 17 h 57 m 00 s.
- E) 17 h 19 m 56 s.✓ resposta
## Resolução — Pôr do Sol em Cabedelo (05/ago/2011) — HLEG ### Resposta correta: alternativa E — 17h 19m 56s O caminho tem três etapas: obter a HML do pôr do Sol na página diária do Almanaque para as latitudes tabuladas, interpolar para a latitude do observador, e converter HML → HMG → HLEG [SRC:cmpagic040066m7m2hv8u6gs2]. **Etapa 1 — HML do pôr do Sol, interpolada para 07° S.** A página diária do ANB fornecida com a prova tabela o pôr do Sol em **18h 09m para Lat 0°** e **17h 57m para Lat 10° S** — repare que esses dois valores brutos aparecem como as alternativas C e D. Interpolando para 07° S (7/10 do intervalo de 12 minutos a partir do equador): > HML (07° S) = 18h 09m − 0,7 × 12m = 18h 09m − 8m 24s = **18h 00m 36s** (que é exatamente a alternativa A — a armadilha de parar na HML sem converter). **Etapa 2 — HML → HMG.** λ = 034° 50,0' W = 2h 19m 20s de tempo (34° = 2h16m; 50' = 3m20s). Longitude Oeste soma [SRC:cmpagic040066m7m2hv8u6gs2]: > HMG = 18h 00m 36s + 2h 19m 20s = **20h 19m 56s** **Etapa 3 — HMG → HLEG (horário de Brasília, UTC−3).** > HLEG = 20h 19m 56s − 3h = **17h 19m 56s** A cadeia fecha ao segundo na alternativa **E**. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (18h 00m 36s):** é a **HML interpolada** para 07° S — o resultado da Etapa 1 sem as conversões de longitude e fuso. - **C (18h 09m 00s):** o valor **tabelado para Lat 0°**, sem interpolar e sem converter. - **D (17h 57m 00s):** o valor **tabelado para Lat 10° S**, sem interpolar e sem converter. - **B (18h 03m 21s):** interpolação feita no sentido errado a partir de 17h 57m; também fica sem as conversões. --- ### Dica de estudo Nas questões de nascer/pôr do Sol, desconfie de alternativas que coincidem com valores brutos da tabela: o exame costuma oferecê-los como distratores. O resultado final exige sempre a cadeia completa HML (interpolada) → HMG (longitude em tempo) → HLEG (fuso) [SRC:cmpagic040066m7m2hv8u6gs2].Questão 3 de 40
Navegando na Costa Leste brasileira, no dia 05 de agosto de 2011, no instante do crepúsculo astronômico, um Capitão Amador teve sérios problemas na máquina de sua embarcação (ficando à deriva), perdendo também as informações de posicionamento geográfico do GPS de bordo. O navegante adormeceu preocupado; mas, no dia seguinte (06 de agosto de 2011), ao despertar bem cedo e olhar fixamente para o horizonte, percebeu que a sua embarcação estava 'aproada' ao Sol. Com base nas informações, pode-se concluir que:
- A) O navegante navegava no rumo certo e logo chegaria a um porto do nordeste brasileiro.
- B) O navegante estava perdido; no entanto, com o aproamento ideal para calcular o crepúsculo civil.
- C) O navegante navegava sem qualquer possibilidade de orientação.
- D) O navegante navegava rumo a águas profundas; no entanto, não abrigadas.✓ resposta
- E) O navegante teria que calcular o horário legal do 'nascer do Sol' para obter o rumo a seguir.
**Resposta correta: D** A embarcação estava à deriva desde o crepúsculo astronômico do dia 05/08/2011 na Costa Leste brasileira. Ao amanhecer do dia 06/08/2011, o navegante percebeu que a proa estava apontada para o Sol nascente — ou seja, para o **leste (rumo ~090°)**. [SRC:cmp8uwmwb000q38m279lkzcaw] Na Costa Leste do Brasil, navegar rumo ao leste significa afastar-se do continente em direção ao Oceano Atlântico — águas oceânicas, portanto **profundas**, porém **não abrigadas** (ao contrário das enseadas, baías e portos costeiros). Esse é exatamente o sentido da alternativa D. [SRC:cmp8uwmwb000q38m279lkzcaw] --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A** — Rumo leste (afastando-se da costa) não levaria a nenhum porto do nordeste brasileiro; os portos estão na costa, a oeste da posição do navegante. Essa alternativa confundiria quem não percebe que o Sol nasce a leste, não na direção da costa. - **B** — O crepúsculo civil ocorre quando o Sol está 6° abaixo do horizonte, ao amanhecer ou ao anoitecer. O "aproamento" ao Sol nascente não tem relação específica com o cálculo do crepúsculo civil; além disso, o navegante *não* está perdido sem qualquer referência — ele tem o Sol como orientação. - **C** — Incorreta. O Sol nascente fornece ao navegante uma referência direcional imediata (leste aproximado), o que já constitui uma possibilidade de orientação, ainda que elementar. [SRC:cmp8uwmwb000q38m279lkzcaw] - **E** — O rumo já está disponível observando a direção do nascer do Sol; não é necessário calcular o horário legal do nascer do Sol para obter orientação direcional neste cenário. Calcular esse horário seria necessário para determinar o azimute preciso do Sol, mas para fins de orientação básica a observação direta já é suficiente. [SRC:cmp8uwmwb000q38m279lkzcaw] --- **Dica de estudo:** Revise os pontos cardeais associados ao nascer e pôr do Sol e a relação entre orientação astronômica e posicionamento na costa — tema recorrente nas provas de Capitão-Amador.Questão 4 de 40
Considerando-se as definições relacionadas aos princípios de estabilidade em embarcações, analise as proposições abaixo e assinale afirmação correta:
- A) A parte do casco de uma embarcação, situada acima do plano de flutuação é denominada obras vivas.
- B) Ao se descer o centro de gravidade (G) aumenta-se o braço de estabilidade (GZ). Porém, ao descer demasiadamente G, a flutuabilidade fica comprometida, diminuindo a segurança, embora aumente o GZ.✓ resposta
- C) Porte líquido, significa o peso máximo de carga que uma embarcação pode transportar em qualquer condição de carregamento.
- D) Reserva de flutuação é a soma de todos os espaços fechados e estanques abaixo da linha d'água, normalmente expressa em percentagem de deslocamento.
- E) Quando o calado a ré é maior que o calado avante, pode-se afirmar que o compasso é negativo.
**Resposta correta: Alternativa B** Ao se deslocar o centro de gravidade (G) para baixo, aumenta-se o braço de estabilidade (GZ), tornando a embarcação mais estável. Contudo, ao descer G em excesso — por exemplo, enchendo tanques de fundo ou carregando a quilha em demasia — a reserva de flutuabilidade fica comprometida, pois a borda livre diminui: embora o GZ aumente, a segurança da embarcação é reduzida pela perda da reserva de flutuação [SRC:cmpbpiln3000w4om2zzcxue5b] [SRC:cmpbpilo1000x4om27mpe0sm2]. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **Alternativa A** — A parte do casco **acima** da linha de flutuação é denominada **obras mortas** (ou costado); as **obras vivas** são a parte **abaixo** da linha d'água, ou seja, a carena. A nomenclatura está invertida. [T2-general] - **Alternativa C** — "Porte líquido" (ou *deadweight*) é o peso máximo de carga que a embarcação pode transportar em **condições normais de operação** (limite de segurança estabelecido), não simplesmente "em qualquer condição de carregamento" — o trecho "em qualquer condição" torna a afirmativa incorreta por suprimir o conceito de limite de borda livre e marcas de arqueação. [T2-general] - **Alternativa D** — A reserva de flutuabilidade corresponde ao volume de espaços fechados e estanques situados **acima** da linha d'água (não abaixo), que ainda não estão submersos e garantem flutuação adicional caso haja alagamento parcial [SRC:cmpbpilo1000x4om27mpe0sm2]. - **Alternativa E** — Quando o calado à ré é maior que o calado avante, diz-se que a embarcação está **derrabada** (trimada à popa) e o compasso é considerado **positivo** (ou trim positivo à popa); o compasso **negativo** ocorre quando o calado avante supera o calado à ré (abicada) [SRC:cmpbpiln3000w4om2zzcxue5b]. --- **Dica de estudo:** Revise os conceitos de obras vivas/obras mortas, reserva de flutuabilidade e trim (compasso positivo/negativo), pois são frequentemente explorados em conjunto com estabilidade nos exames de aquaviários.Questão 5 de 40
Observe o gráfico das alturas do Sol nas proximidades da PMS. O navegante observará uma série de alturas do Sol, com suas respectivas horas, para calcular sua Latitude meridiana, através da combinação da distância zenital meridiana do Sol (z = 90º – a) com sua Declinação (Dec) no instante da observação. Assim, no instante da PMS, o navegante utilizará a altura:
- A) menos variável e tabulada do Sol.
- B) tabulada mais precisa do Sol.
- C) mais corrigida tabulada do Sol.
- D) mais equidistante de culminação do Sol.
- E) mais elevada observada do Sol.✓ resposta
**Resposta correta: E — mais elevada observada do Sol.** Na Passagem Meridiana do Sol (PMS), o astro atinge sua maior altura sobre o horizonte ao longo de toda a trajetória diária aparente. Nesse instante, o círculo horário do Sol coincide com o meridiano do observador, o ângulo horário local (AHL) se anula e o triângulo de posição se reduz a um simples arco meridional — o que torna o cálculo da Latitude extremamente simples [SRC:cmpagic51006cm7m2qntazkw0]. A Latitude meridiana é então calculada combinando a distância zenital meridiana (z = 90° − a) com a Declinação do Sol no instante da observação [SRC:cmpagicbj006km7m2swkkrw88]. Portanto, o navegante deve utilizar a **altura máxima efetivamente observada** com o sextante, pois é essa — e não uma altura tabelada ou calculada — que corresponde ao momento da PMS. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) "menos variável e tabulada do Sol"** — A altura não é "tabulada"; ela é *observada* com o sextante. O que se tabula são as correções e a Declinação, não a altura meridiana em si. [SRC:cmpagicd2006mm7m2u7x009r1] - **B) "tabulada mais precisa do Sol"** — Pelo mesmo motivo acima, a altura meridiana não é obtida de tabelas, mas medida diretamente. Ademais, "mais precisa" não é o critério de seleção — o critério é que ela seja a *máxima*. [SRC:cmpagicd2006mm7m2u7x009r1] - **C) "mais corrigida tabulada do Sol"** — Embora se apliquem diversas correções à altura instrumental para obter a altura verdadeira (depressão, correção principal etc.) [SRC:cmpagicd2006mm7m2u7x009r1], isso não significa que se escolhe a altura "mais corrigida" — escolhe-se a altura *mais elevada* observada, à qual as correções são então aplicadas. - **D) "mais equidistante de culminação do Sol"** — Esse critério não corresponde ao procedimento da observação meridiana. Quando a altura máxima não coincide com a passagem meridiana, o recurso previsto é considerá-la altura circumeridiana, registrando a hora do cronômetro correspondente ao instante da observação e efetuando o cálculo da circumeridiana. [SRC:cmpagicen006om7m2lf0e8jj6] Na observação meridiana direta, contudo, o procedimento é mais simples: registra-se a maior altura observada no instante da culminação, sem necessidade de simetria em relação a ela. **Dica de estudo:** Revise a diferença entre o método da **observação meridiana direta** (altura máxima observada) e o método das **alturas circumeridianas** (usado quando a culminação não pôde ser observada diretamente), pois as provas frequentemente exploram a confusão entre essas duas técnicas.Questão 6 de 40
A distância vertical entre a linha de flutuação e o convés principal de uma embarcação denomina-se:
- A) Borda livre.✓ resposta
- B) Pontal Moldado.
- C) Seção mestra.
- D) Boca moldada.
- E) Plano longitudinal.
**Resposta correta: A — Borda livre.** A borda livre é definida como a distância vertical medida entre a linha de flutuação (superfície da água) e o convés principal da embarcação [SRC:cmpbpilo1000x4om27mpe0sm2]. A publicação da Marinha confirma: é a medida vertical compreendida entre o plano de flutuação e o mais alto convés contínuo estanque [SRC:cmpbnnlww000fg3m253wvue1m]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B) Pontal Moldado** — O pontal é a distância vertical medida *do convés até o plano de base* (ou seja, até a quilha), não até a linha d'água. Numericamente, pontal = borda livre + calado [SRC:cmpbpilk6000t4om2nuqxklno]. - **C) Seção mestra** — A seção mestra é a seção transversal de maior área da embarcação; nada tem a ver com medida vertical entre flutuação e convés [SRC:cmpbpilk6000t4om2nuqxklno]. - **D) Boca moldada** — A boca é a maior *largura* da embarcação, grandeza horizontal, sem relação com a distância vertical entre água e convés [SRC:cmpbpilk6000t4om2nuqxklno]. - **E) Plano longitudinal** — O plano longitudinal (plano diametral) é um plano vertical que divide o navio entre bombordo e boreste, servindo de referência para distâncias transversais; não é uma medida de altura [SRC:cmpbnnlww000fg3m253wvue1m]. **Dica de estudo:** Revise as relações entre as dimensões principais da embarcação — borda livre, calado e pontal formam uma tríade fundamental (BL + calado = pontal) que costuma aparecer em questões de cálculo e de conceito.Questão 7 de 40
Conhecendo-se os movimentos verdadeiros do Planeta Terra, pode-se afirmar que:
- A) O Sol executa pelo menos um movimento diário verdadeiro.
- B) A Terra executa pelo menos um movimento planetário aparente.
- C) O Sol executa um movimento diário no sentido direto.
- D) A Terra não executa um movimento diário no sentido retrógrado.✓ resposta
- E) Quanto ao 'nascer dos astros', o leste é uma referência de orientação em relação aos seus movimentos diurnos verdadeiros.
**Resposta correta: D** A Terra executa seu movimento de rotação diária girando de **Oeste para Leste**, o que, por definição, caracteriza o **sentido direto** [SRC:cmpagi8kg002bm7m2jywkctse]. O sentido contrário — Leste para Oeste — é denominado sentido **indireto ou retrógrado** [SRC:cmpagi8kg002bm7m2jywkctse]. Portanto, afirmar que a Terra **não** executa seu movimento diário no sentido retrógrado é correto: ela gira no sentido direto (O→L), nunca no retrógrado. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) "O Sol executa pelo menos um movimento diário verdadeiro."** — Incorreta. O Sol não executa movimento diário verdadeiro; quem realiza o movimento verdadeiro de rotação diária é a **Terra**. O movimento diário do Sol é **aparente**, resultado da rotação terrestre [SRC:cmpagi8kg002bm7m2jywkctse]. - **B) "A Terra executa pelo menos um movimento planetário aparente."** — Incorreta. Os movimentos da Terra (rotação, translação, precessão, movimento no espaço) são todos **verdadeiros** [SRC:cmpagi8jm002am7m27bbwsfn1]. São os astros que, em consequência desses movimentos verdadeiros, apresentam movimentos **aparentes** em relação à Terra [SRC:cmpagi8kg002bm7m2jywkctse]. - **C) "O Sol executa um movimento diário no sentido direto."** — Incorreta em dois aspectos: o movimento diário do Sol é **aparente** (não verdadeiro), e ocorre de **Leste para Oeste** — ou seja, no sentido **retrógrado**, não no direto [SRC:cmpagi8kg002bm7m2jywkctse]. - **E) "Quanto ao 'nascer dos astros', o leste é uma referência de orientação em relação aos seus movimentos diurnos verdadeiros."** — Incorreta na qualificação. O nascimento dos astros no setor **Leste** é uma observação vinculada ao **movimento aparente** dos astros (efeito da rotação terrestre), e não a um movimento diurno verdadeiro dos astros [SRC:cmpagi8kg002bm7m2jywkctse] [SRC:cmpagi8n5002em7m26asw7f87]. --- **Dica de estudo:** Revise a distinção entre movimentos **verdadeiros** (da Terra) e **aparentes** (dos astros), atentando especialmente para os sentidos direto (O→L) e retrógrado (L→O) — tema recorrente em questões de Navegação Astronômica.Questão 8 de 40
No dia 07 de agosto de 2011, para a posição estimada de um navegante (Lat.: 14⁰ 03,0' N e Long.: 005⁰ 30,0' W), às HCr = 12h 29m 00s foi observado o limbo inferior do Sol, obtendo com o sextante a altura instrumental (ai) = 87⁰ 18,3'. Sabendo-se que o erro instrumental (ei) = – 1,0', elevação do olho do observador = 8,0 m ,e o Estado Absoluto do cronômetro (Ea) = – 00h 01m 00s, qual a latitude meridiana (⌐md) do observador? (Utilizar os anexos disponibilizados ao final da prova e considerar a correção relativa à declinação do Sol e ao valor d (0,7) em relação ao tempo: Acres. = – 0,3').
- A) 15⁰ 03,0' N.
- B) 14⁰ 02,0' N.
- C) 14⁰ 00,0' N.
- D) 13⁰ 54,0' N.✓ resposta
- E) 13⁰ 45,0' N.
## Explicação ### Resposta correta: alternativa D — 13° 54,0' N O cálculo segue o método padrão da **latitude meridiana pelo Sol**, conforme o procedimento ilustrado em Miguens Vol II [SRC:cmpagicfd006pm7m2be7lg2ci] e aplicado neste tipo de questão. Veja o passo a passo: --- **a) Cálculo da Hora Média de Greenwich (HMG) da observação:** ``` HCr = 12h 29m 00s Ea = – 00h 01m 00s HMG = 12h 28m 00s ``` --- **b) Cálculo da altura verdadeira (a) do Sol:** Com base no procedimento de correção de altura meridiana demonstrado em [SRC:cmpagicfd006pm7m2be7lg2ci]: ``` ai = 87° 18,3' ei = – 1,0' ao = 87° 17,3' Depressão do horizonte (dp) para Elev = 8,0 m: dp = – 5,0' (tábua A2 do ANB, DEPRESSÃO: linha de 7,9 m, que cobre os 8,0 m do enunciado) [SRC:cmt6k6jt3006obom217h7qf0r] a ap = 87° 12,3' Correção de refração + paralaxe + semidiâmetro (limbo inferior, c) = + 15,9' (tábua A2 do ANB, coluna SOL Abr–Set: linha de 86° 31', que cobre a ap = 87° 12,3') [SRC:cmt6k6jp1006mbom2tjd3ppsx] a ≈ 87° 28,2' ``` > A linha de 86° 31' é o último argumento impresso da coluna SOL Abr–Set: para qualquer a ap acima dela a correção do limbo inferior é +15,9' — nessa faixa a refração já é desprezível e a correção é praticamente só o semidiâmetro do Sol. --- **c) Distância zenital meridiana (z):** ``` z = 90° – a = 90° 00,0' – 87° 28,2' = 2° 31,8' ``` --- **d) Declinação do Sol na hora da observação (HMG = 12h 28m):** O enunciado fornece explicitamente que, com d = 0,7 e a correção de tempo, **Acres. = –0,3'** [SRC:cmp8uwmyj000s38m2l9wdaw8c]. Portanto, usando o valor de almanaque para 07/08/2011: ``` Dec Sol (12h) = 16° 26,1' N (Almanaque Náutico, página diária de 07/ago/2011) Correção d = – 0,3' Dec Sol (12h 28m) = 16° 25,8' N ``` > A declinação-base é lida na página diária do Almanaque Náutico para 07/ago/2011, que tabela **N 16° 26,1'** às 12h TU (e N 16° 25,4' às 13h) [SRC:cmt6k6g1h002ybom2yysudeti]; o rodapé da mesma página confirma d = 0,7 [SRC:cmt6k6g2l0030bom2klwz39i5], coerente com o Acres. = – 0,3' que o próprio enunciado fornece para os 28m decorridos. --- **e) Cálculo da Latitude meridiana:** Observador ao Norte do equador; Sol com declinação Norte; como a altura é quase 90°, o Sol está muito próximo do zênite, e z = 2° 31,8'. Com Dec = 16° 25,8' N maior que a Latitude estimada (≈ 14° N), o Sol culmina **ao Norte do zênite** do observador, e a Latitude é obtida subtraindo z da Declinação [SRC:cmpagicfd006pm7m2be7lg2ci]: ``` Lat_md = Dec – z (Sol ao Norte do zênite, observador no Hemisfério Norte) Lat_md = 16° 25,8' – 2° 31,8' = 13° 54,0' N ``` O cálculo fecha exatamente em **13° 54,0' N** [SRC:cmpagicfd006pm7m2be7lg2ci] --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (15° 03,0' N):** não sai de nenhum caminho correto — e um limite simples a descarta: com o Sol culminando ao norte do zênite, a latitude é Dec − z, e 15° 03,0' exigiria z = 1° 22,8', incompatível com a altura observada (implicaria a ≈ 88° 37', mais de 1° acima da medida). - **B (14° 02,0' N):** coincide com a latitude estimada corrigida apenas do ei (14° 03,0' − 1,0') — o atalho de quem não completa o cálculo de z e δ. - **C (14° 00,0' N):** compatível com esquecer a depressão do horizonte: sem os −5,0', a cadeia leva a ≈ 13° 59'. - **E (13° 45,0' N):** indica erro na correção de semidiâmetro ou na depressão do horizonte, levando a um z maior que o correto. --- ### Dica de estudo Revise o fluxo completo da **observação meridiana do Sol**: correção de ai → altura verdadeira → z = 90° − a → aplicação da declinação com seu sinal, prestando atenção à posição relativa do Sol em relação ao zênite para escolher entre Lat = Dec + z ou Lat = Dec − z [SRC:cmpagicfd006pm7m2be7lg2ci].Questão 9 de 40
Um experiente Capitão Amador estava a conduzir, durante o período noturno, sua embarcação em um trecho entre Cabo Frio e o Rio de Janeiro, no rumo 270°. Ele observou que as linhas de profundidade são praticamente paralelas à orla nesse trecho, e decidiu que deveria manter a sua derrota sobre a isobatimétrica de 50 metros, a fim de evitar maiores riscos. De acordo com o acima descrito, qual foi a técnica de navegação batimétrica utilizada?
- A) Sondagem paralela.
- B) Correr uma isóbata.✓ resposta
- C) Transporte de isóbatas.
- D) Profundidades semelhantes.
- E) Posição pelo Cume.
**Resposta correta: B — Correr uma isóbata.** A técnica descrita no enunciado — manter a embarcação sobre uma linha de igual profundidade (a isobatimétrica de 50 m) ao longo de toda a derrota — é exatamente o que Miguens define como **"correr uma isóbata"** (*running a sounding*): "consiste em seguir uma isóbata representada na Carta Náutica", governando o rumo de modo a manter a profundidade constante lida no ecobatímetro [SRC:cmpbo3p8h0087t3m2qyso4wwv]. O próprio texto-fonte usa como exemplo um navio navegando das proximidades do Rio de Janeiro mantendo a profundidade de 50 metros — coincidindo diretamente com o cenário da questão [SRC:cmpbo3p8h0087t3m2qyso4wwv]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — Sondagem paralela:** [T2-general] Não corresponde a nenhuma das técnicas de navegação batimétrica descritas na literatura. O termo não designa uma técnica de navegação batimétrica reconhecida; trata-se de uma alternativa incorreta. - **C — Transporte de isóbatas:** Esta técnica exige papel vegetal ou transparente e consiste em registrar sucessivos instantes de passagem sobre isóbatas conhecidas, transpô-las ao longo da linha de rumo e determinar a posição pelo cruzamento das linhas transportadas [SRC:cmpbo3p9e0088t3m2dl1yvjmv]. No enunciado, o capitão não está *determinando a posição*, mas sim *conduzindo* a embarcação ao longo de uma única isóbata — situação distinta. - **D — Profundidades semelhantes:** [T2-general] Não corresponde a uma técnica de navegação batimétrica reconhecida no contexto descrito; é uma alternativa incorreta. - **E — Posição pelo Cume:** Trata-se de identificar o pico de um monte submarino isolado com o ecobatímetro para *determinar a posição* do navio [SRC:cmpbo3pbn008at3m2c71sebf4]. O enunciado não menciona montes submarinos nem determinação de posição — apenas a condução da derrota sobre uma isóbata. > **Dica de estudo:** Revise as distintas técnicas de navegação batimétrica (correr uma isóbata, transporte de isóbatas e posição pelo cume), atentando para a finalidade de cada uma: condução da derrota *versus* determinação de posição.Questão 10 de 40
Em um sistema GPS a bordo de uma embarcação, os "trigramas" SOG, RNG e MOB significam respectivamente:
- A) Velocidade de avanço, Homem ao mar e Distância.
- B) Waypoint, Marcação e Homem ao mar.
- C) Velocidade no fundo, Distância e Homem ao mar.✓ resposta
- D) Rumo no fundo, Alcance e Marcação de boia de sinalização.
- E) Desvio da derrota, Distância e Marcação.
**Resposta correta: C — Velocidade no fundo, Distância e Homem ao mar.** **SOG** (*Speed Over Ground*) significa **velocidade no fundo** (velocidade real da embarcação em relação ao fundo do mar, calculada pelo GPS). SOG é a velocidade **em relação ao fundo**, e não deve ser confundida com a velocidade de avanço em direção ao destino (SOA/VMG) nem com a velocidade na água (STW). **RNG** (*Range*) significa **distância** — a distância até um waypoint ou ponto programado. **MOB** (*Man Over Board*) significa **homem ao mar**, função de emergência que memoriza instantaneamente a posição da embarcação [SRC:cmpah6mv00003fdm2xntnbxzx] [SRC:cmpbpiwd300be4om21y9x5ee5]. **Por que os demais estão errados:** - **A)** "Velocidade de avanço" é uma tradução que pode causar confusão: o GPS calcula SOG como velocidade *no fundo*, e não a velocidade através da água (STW). A alternativa embaralha os três: chama SOG de 'velocidade de avanço', põe 'Homem ao mar' no lugar de RNG e 'Distância' no lugar de MOB [SRC:cmpbo3nxt006vt3m2hqbd6yvq]. - **B)** Nenhum dos três trigramas (Waypoint, Marcação, Homem ao mar) corresponde a SOG, RNG e MOB. BRG (*Bearing*) é marcação, não SOG nem RNG [SRC:cmpbo3nxt006vt3m2hqbd6yvq]. - **D)** [T2-general] COG (*Course Over Ground*) é o rumo no fundo, não SOG. "Alcance" seria uma tradução aceitável de RNG, mas "Marcação de boia de sinalização" não corresponde a MOB. - **E)** [T2-general] XTE ou XTK designam o desvio da derrota; BRG designa marcação. Nenhum desses é SOG nem MOB. **Dica de estudo:** Memorize os trigramas mais cobrados em provas de CPA: SOG (velocidade no fundo), COG (rumo no fundo), BRG (marcação), RNG (distância), XTE (desvio da derrota), ETE/TTG (tempo estimado) e MOB (homem ao mar).Questão 11 de 40
Sobre o Automatic Identification System (AIS) e seu funcionamento, assinale a opção correta:
- A) Os dados do AIS não são sincronizados por um sistema GNSS (Sistema Global de Navegação Satélite).
- B) É esperado um valor típico de alcance do AIS no mar de 100 a 120 milhas náuticas.
- C) O AIS utiliza frequências dedicadas de VHF e transmite continuamente suas informações.✓ resposta
- D) O propósito do AIS é ser um sistema Anti-Colisão.
- E) O AIS é incompatível com o DSC (Chamada Seletiva Digital).
**Resposta correta: C** O AIS utiliza os canais de VHF dedicados (canais 87 e 88) e transmite continuamente suas informações sem necessidade de interferência humana. [SRC:cmpahl3c3002lqhm2wb3barr2] --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) "Os dados do AIS não são sincronizados por um sistema GNSS"** — Incorreto. A sincronia de dados do AIS é feita justamente por um GNSS, que também fornece informações de posição, rumo e velocidade. [SRC:cmpahl3c3002lqhm2wb3barr2] - **B) "Alcance típico de 100 a 120 milhas náuticas"** — Incorreto. O valor típico de alcance esperado no mar é de **20 a 30 milhas náuticas**, dependendo da altura da antena — não de 100 a 120 MN. [SRC:cmpahl3c3002lqhm2wb3barr2] - **D) "O propósito do AIS é ser um sistema Anti-Colisão"** — Incorreto. O AIS **não é um Sistema Anti-Colisão**. Seu propósito é auxiliar na identificação e acompanhamento de embarcações, simplificar a troca de informações e contribuir para uma melhor percepção da situação. Seu uso complementa, mas não dispensa, a vigilância visual, o radar e a fonia VHF. [SRC:cmpahl3ad002kqhm26eppx8ka] [SRC:cmpahl4ex0033qhm2ab0u2r0k] - **E) "O AIS é incompatível com o DSC"** — [T2-general] Incorreto. O AIS e o DSC operam em faixas de VHF Marítimo e são sistemas complementares de segurança que podem coexistir e interagir a bordo; a incompatibilidade entre ambos não tem respaldo técnico. --- **Dica de estudo:** Revise as características operacionais do AIS (funcionamento, alcance, propósito e limitações), pois questões frequentemente exploram a confusão entre AIS como ferramenta de *identificação* e a falsa ideia de que ele substitui o radar ou constitui um sistema anticolisão.Questão 12 de 40
A dotação de coletes salva-vidas em uma embarcação deve ser:
- A) um para cada tripulante.
- B) um para cada passageiro.
- C) um para cada pessoa a bordo até a sua lotação máxima.✓ resposta
- D) um para cada criança.
- E) um para cada adulto.
**Resposta correta: C — um para cada pessoa a bordo até a sua lotação máxima.** A NORMAM-211 estabelece, no item 4.14, que "a dotação de coletes deverá ser, pelo menos, igual ao número total de pessoas a bordo" [SRC:cmpa01iaz003ndym2row1fmqw]. Isso significa que o número mínimo de coletes deve cobrir todas as pessoas presentes a bordo, respeitando a lotação máxima licenciada da embarcação — incluindo tripulantes, passageiros, adultos e crianças (sendo exigidos coletes de tamanho pequeno para estas últimas). **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) um para cada tripulante** — A norma não limita a dotação à tripulação; passageiros e demais pessoas a bordo também devem ter colete disponível [SRC:cmpa01iaz003ndym2row1fmqw]. - **B) um para cada passageiro** — Da mesma forma, a dotação inclui tripulantes e todos os outros presentes; restringir apenas aos passageiros seria insuficiente [SRC:cmpa01iaz003ndym2row1fmqw]. - **D) um para cada criança** — As crianças têm exigência adicional de coletes de tamanho pequeno, mas a dotação total abrange todos a bordo, não apenas elas [SRC:cmpa01iaz003ndym2row1fmqw]. - **E) um para cada adulto** — Novamente, a norma é clara ao exigir cobertura de *todas* as pessoas, e não de um subgrupo etário [SRC:cmpa01iaz003ndym2row1fmqw]. **Dica de estudo:** Revise o item 4.14 da NORMAM-211 e as classes de coletes exigidas para cada modalidade de navegação (Oceânica, Costeira, Interior e Miúdas), pois esse tema costuma aparecer em variações de prova.Questão 13 de 40
A Marinha do Brasil oferece a cobertura por estações DGPS de praticamente toda a costa brasileira. Sobre o Diferencial Global Positioning System, DGPS, assinale a opção correta.
- A) Não satisfaz ao requisito de precisão entre 8 a 15 metros em águas restritas.
- B) É necessário que o navegante possua o receptor DGPS para a utilização do serviço.✓ resposta
- C) Usando o DGPS, não são necessários outros métodos de posicionamento visuais ou eletrônicos.
- D) Os alcances dos sinais de correção DGPS não se alteram no decorrer de um dia.
- E) A transmissão do sinal DGPS é feita nas mesmas frequências normais de operação do GPS, que são 1.575,42 MHz e 1227,6 MHz.
**Resposta correta: B** Para utilizar o sistema DGPS, o navegante precisa ter a bordo um receptor capaz de captar e decodificar o sinal de correção diferencial transmitido pelas estações de referência. Fontes especializadas descrevem o sistema como composto por três elementos indispensáveis: a estação de referência DGNSS em terra, o link de comunicações e **um receptor híbrido DGNSS a bordo da embarcação** [SRC:cmpahkzot000iqhm2w6unb6gw]. Sem esse receptor específico — que possui rádio e unidade de processamento adicionais — o navegante não consegue receber nem aplicar as correções [SRC:cmpbpiwc000bd4om2hb82topk]. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A)** O DGPS foi desenvolvido exatamente para atingir precisão da ordem de metros em áreas portuárias e águas restritas. O LAR indica exatidão melhor que **2 metros** nas proximidades da estação de referência (nível de confiança de 95%) [SRC:cmpah7jum006piom28ipc1jfl], superando amplamente o requisito mencionado na alternativa. Portanto, ele *satisfaz* — e até supera — o requisito de precisão para águas restritas. - **C)** Mesmo com o DGPS ativo, outros métodos de posicionamento (visuais ou eletrônicos) continuam sendo necessários. O próprio LAR alerta que a qualidade do posicionamento diminui à medida que o usuário se afasta da estação de referência, e que erros de multicaminho, ruído, geometria dos satélites e fenômenos atmosféricos não são eliminados pelo processo diferencial [SRC:cmpah7jum006piom28ipc1jfl]; fontes especializadas também destacam que a correção diferencial **não elimina** erros de multicaminho e ruído eletrostático nos receptores móveis [SRC:cmpahkzqi000jqhm2e6kph0f8]. Nenhum sistema isolado dispensa a redundância. - **D)** O alcance dos sinais de correção DGPS *pode* variar ao longo do dia. O LAR aponta que fenômenos atmosféricos percebidos nas estações constituem fonte de erros e que a correlação espacial entre a estação e o receptor deteriora-se conforme aumenta a distância [SRC:cmpah7jum006piom28ipc1jfl]. [T2-general] Variações ionosféricas e troposféricas de origem diurna afetam a propagação de sinais nas faixas LF/MF utilizadas pelas ERDGPS, fazendo o alcance efetivo oscilar ao longo do dia. - **E)** As frequências 1 575,42 MHz e 1 227,6 MHz são as portadoras L1 e L2 do próprio GPS. O sinal de correção DGPS é transmitido pela portadora dos radiofaróis (NDB), nas faixas LF e MF, usando modulação MSK — canais completamente diferentes das frequências de operação do GPS [SRC:cmpbo3nsd006pt3m2uv31up81] [SRC:cmpah7jum006piom28ipc1jfl]. --- **Dica de estudo:** Revise os três componentes obrigatórios de um sistema DGNSS e as diferenças entre as frequências de transmissão das correções (LF/MF via radiofarol) e as frequências das portadoras GPS (L1/L2 em UHF).Questão 14 de 40
A experiente Capitão Amador Michelle tem conhecimento de que ao dar máquinas a ré em seu iate, por muitas vezes, o ecobatímetro :
- A) apresenta uma indicação maior que a real, devido ao fluxo de água que induz uma corrente elétrica parasita.
- B) apresenta uma informação menor que a real devido à interferência do movimento lento da embarcação.
- C) "congela" a indicação da profundidade devido ao efeito Coanda causado pela corrente de descarga do hélice.
- D) perde a indicação momentaneamente devido às pequenas bolhas de ar que passam por baixo do transdutor.✓ resposta
- E) varia a indicação por um longo período devido ao fenômeno de superrefração sonora causado pelo hélice.
**Resposta correta: D** Ao manobrar com máquinas a ré, o hélice da embarcação injeta bolhas de ar (cavitação e arraste de ar superficial) sob o casco. Como o ar é um refletor perfeito das ondas sonoras, essas bolhas bloqueiam o feixe acústico emitido pelo transdutor, fazendo com que o ecobatímetro perca a indicação de profundidade momentaneamente — e não de forma permanente. [SRC:cmpbo3p5h0084t3m2bnp4i16u] Esse fenômeno foi inclusive registrado em provas anteriores de Capitão Amador, confirmando ser um ponto recorrente de avaliação. [SRC:cmpahurpe00f0fdm2t6fv9y7b] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A** — A geração de "corrente elétrica parasita" por fluxo de água não é um mecanismo de interferência no ecobatímetro. O princípio de funcionamento é acústico (ultrassom), não eletromagnético; essa alternativa confunde o ecobatímetro com instrumentos de medição eletromagnética. [T2-general] - **B** — A velocidade lenta da embarcação em si não reduz a indicação de profundidade; o problema com máquinas a ré é o ar gerado pelo hélice, não a baixa velocidade. [SRC:cmpbo3p5h0084t3m2bnp4i16u] - **C** — O efeito Coanda descreve a tendência de um fluido de aderir a uma superfície curva, e não tem relação com o congelamento de indicação do ecobatímetro. [T2-general] - **E** — A "superrefração sonora" está associada a gradientes de temperatura/salinidade na coluna d'água, não à ação do hélice. Além disso, o distúrbio causado pelas bolhas do hélice é momentâneo, e não um fenômeno de longa duração. [SRC:cmpbo3p5h0084t3m2bnp4i16u] **Dica de estudo:** Revise os fatores que causam perda ou distorção na leitura do ecobatímetro (bolhas de ar, balanço/caturro, tipo de fundo, salinidade e temperatura), pois esse é um tema frequente nas provas de Capitão Amador.Questão 15 de 40
Que controle do radar deve ser acionado para que a escala de distância seja ajustada de acordo com a necessidade do navegante?
- A) STC.
- B) Rings.
- C) Range.✓ resposta
- D) EBL.
- E) VRM.
**Resposta correta: C — Range.** O controle denominado **Range** (Escala de Distância) é o responsável por ajustar a escala de distância do radar, definindo o raio máximo da área representada na tela. Por exemplo, ao selecionar uma escala de 12 MN, o alvo mais distante exibível estará a 12 MN da embarcação, com seu eco aparecendo na borda da tela [SRC:cmpag871e00fuz4m2v7bduu0d]. A escolha adequada da escala é fundamental: escalas mais curtas oferecem maior resolução e precisão de medida, sendo recomendadas para navegação em águas restritas e prevenção de colisões, enquanto escalas mais longas permitem visualizar alvos e pontos de terra distantes [SRC:cmpahl1vr001sqhm2x8inc9po]. **Por que os demais controles estão errados:** - **A) STC** (*Sensitivity Time Control*): [T2-general] Trata-se do controle antimancha do mar (*Anti-Clutter Sea*), que reduz a sensibilidade do receptor nas proximidades da embarcação para suprimir o retorno do mar; quem atenua os ecos de chuva, granizo e neve é o FTC (*Anti-Clutter Rain*). Nenhum dos dois altera a escala de distância. - **B) Rings** (Anéis de Distância): Os *Range Rings* são os círculos concêntricos exibidos na tela para avaliação rápida das distâncias — eles são consequência da escala selecionada, mas não são o controle que define a escala em si [SRC:cmpahl1u5001rqhm2vcwm4cwl]. - **D) EBL** (*Electronic Bearing Line*): É a linha de marcação eletrônica, utilizada para medir a marcação (direção) de um alvo, não a distância nem a escala [SRC:cmpag871e00fuz4m2v7bduu0d]. - **E) VRM** (*Variable Range Marker*): É o estrobo (marcador variável) de distância, usado para medir a distância de um alvo específico tangenciando seu eco na tela — não seleciona a escala de exibição do radar [SRC:cmpag871e00fuz4m2v7bduu0d]. **Dica de estudo:** Revise os principais controles do radar (Range, EBL, VRM, STC, Gain) e as funções distintas de cada um — essa confusão entre *Range* (escala) e *VRM* (medição pontual de distância) é frequente em provas.Questão 16 de 40
O experiente Capitão Amador Daniel Carlos, navegando no canal dragado/varrido do Rio de Janeiro, observou que a boia de perigo isolado da entrada da Baía de Guanabara se soltou da poita e estava à deriva, ato contínuo fez uma chamada geral no canal 16 do VHF de porto alertando para a boia de perigo isolado fora de posição e à deriva. De acordo com os procedimentos radiotelefônicos a estação que transmite uma mensagem relativa à segurança da navegação ou algum aviso meteorológico importante, deve iniciar a transmissão por:
- A) AVEGANTE, AVEGANTE, AVEGANTE.
- B) SÉCURITÉ, SÉCURITÉ, SÉCURITÉ.✓ resposta
- C) PAN, PAN, PAN.
- D) INTERCO, INTERCO, INTERCO.
- E) MÊIDEI, MÊIDEI, MÊIDEI.
**Resposta correta: B — SÉCURITÉ, SÉCURITÉ, SÉCURITÉ.** A palavra de segurança **SÉCURITÉ** (pronunciada "sécurité"), repetida três vezes, é o sinal radiotelefônico de chamada utilizado para preceder mensagens relativas à **segurança da navegação** ou **avisos meteorológicos importantes**. No cenário da questão, o Capitão Daniel Carlos está alertando outros navegantes sobre uma boia de perigo isolado fora de posição — exatamente o tipo de aviso de segurança que exige o prefixo SÉCURITÉ. [SRC:cmpbpin8p002j4om2tz85z9t9] --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) AVEGANTE, AVEGANTE, AVEGANTE.** [T2-general] Não é um prefixo radiotelefônico padronizado internacionalmente. Não pertence ao vocabulário do GMDSS nem dos procedimentos do SMM. - **C) PAN, PAN, PAN.** [T2-general] O prefixo PAN-PAN é utilizado para mensagens de **urgência**, quando a segurança de uma embarcação ou de uma pessoa está ameaçada, mas sem o grau imediato de perigo que justificaria o MAYDAY. Alertar sobre uma boia à deriva não configura emergência urgente para a própria embarcação. - **D) INTERCO, INTERCO, INTERCO.** [T2-general] INTERCO é o prefixo que indica que se seguirão sinais do **Código Internacional de Sinais**, não mensagens de segurança da navegação. - **E) MÊIDEI, MÊIDEI, MÊIDEI.** O prefixo MAYDAY (pronunciado "mêidei") é reservado para situações de **socorro**, quando uma embarcação enfrenta **grave e iminente perigo** e necessita de auxílio imediato. [SRC:cmpbpixnm00cs4om2hma5yrnc] Usar MAYDAY para avisar sobre uma boia seria um uso indevido e poderia desviar recursos de socorro. --- **Dica de estudo:** Revise a hierarquia dos três prefixos radiotelefônicos — **MAYDAY** (socorro), **PAN-PAN** (urgência) e **SÉCURITÉ** (segurança/navegação) — e os exemplos práticos de situações que se enquadram em cada um.Questão 17 de 40
O Capitão Amador Fabel do iate Kings planejou uma viagem de Aracaju com destino a Recife, a ser realizada em julho, e utilizou uma velocidade de avanço de 09 nós. O referido Capitão amador, nessa fase do planejamento, cometeu um erro grave e não levou em consideração a informação do Atlas de Cartas Piloto da existência da corrente do Brasil, paralela à derrota traçada na carta náutica, com uma intensidade de 1,8 nós. Após traçar a derrota na Carta Náutica verificou que a derrota era praticamente uma linha reta, com a distância total a ser navegada de 216 milhas náuticas e com uma duração de 24 horas (calculada com a velocidade de avanço estipulada para a viagem). O velocímetro da embarcação é do tipo turbina (não é doppler) e funciona também como odômetro, mostrando as milhas percorridas num registrador. Ao suspender de Aracaju, o Capitão Amador Fabel zerou a leitura do registrador do odômetro do velocímetro da embarcação e navegou durante todo o trajeto com a velocidade de 09 nós no velocímetro. Levando em consideração a informação da existência da corrente do Brasil, complete as 02 lacunas abaixo e assinale a alternativa correta: A duração real da travessia será de ___________ horas e a leitura do registrador do odômetro mostrará _________________________ milhas ao chegar a Recife.
- A) 20 - 162
- B) 20 - 180
- C) 24 - 216
- D) 30 - 270✓ resposta
- E) 30 - 324
## Explicação **Resposta correta: D — 30 horas e 270 milhas** A questão envolve dois conceitos distintos que devem ser analisados separadamente: (1) a influência da corrente sobre a velocidade real de avanço sobre o fundo e, consequentemente, sobre o tempo de travessia; e (2) o que um velocímetro do tipo turbina (odômetro) realmente mede. [SRC:cmp8uwn15000v38m2pzhojjhd] --- **Cálculo da duração real da travessia:** A corrente do Brasil corre ao longo da costa no sentido Norte→Sul, ou seja, **contrária** ao sentido da derrota, que vai de Aracaju para Recife (sul→norte). [SRC:cmp8uwn15000v38m2pzhojjhd] [T2-general] A velocidade sobre o fundo (VSF) é a velocidade da embarcação na água combinada vetorialmente com a corrente. Como a corrente é paralela e oposta à derrota com intensidade de 1,8 nós, e o barco mantém 9 nós no velocímetro (velocidade na água): > **VSF = 9 − 1,8 = 7,2 nós** Com distância de 216 MN e VSF de 7,2 nós: > **Tempo = 216 ÷ 7,2 = 30 horas** ✔ --- **Leitura do odômetro ao chegar em Recife:** [T2-general] O velocímetro do tipo turbina (hélice ou rotor) mede a velocidade **relativa à massa d'água** — isto é, a velocidade na água — e não a velocidade sobre o fundo. Por isso, o odômetro acumula a distância percorrida **pela embarcação em relação à água**, independentemente de onde a corrente levou essa massa d'água. Navegando a 9 nós na água durante 30 horas: > **Milhas registradas = 9 × 30 = 270 milhas** ✔ O registrador mostra **270 milhas**, embora a distância real percorrida sobre o fundo (sobre o mapa) tenha sido apenas 216 MN. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (20 h / 162 mn):** Pressupõe corrente a favor (9 + 1,8 = 10,8 nós → 216/10,8 ≈ 20 h) e registrador medindo distância sobre o fundo (20 × 9 ≠ 162; há inconsistência interna). Inverte o sentido da corrente e usa valor de odômetro equivocado. - **B (20 h / 180 mn):** Também pressupõe corrente a favor (20 h × 9 nós = 180 mn) — erro no sentido da corrente. - **C (24 h / 216 mn):** Ignora completamente a corrente, reproduzindo o erro do próprio Capitão Fabel descrito no enunciado. - **E (30 h / 324 mn):** Acerta o tempo (30 h), mas calcula o odômetro como se a corrente somasse à leitura (9 + 1,8 = 10,8 × 30 = 324), confundindo velocidade sobre o fundo com a leitura do velocímetro a turbina. --- **Dica de estudo:** Revise a diferença entre velocidade na água (*speed through water*, medida por turbina/hélice) e velocidade sobre o fundo (*speed over ground*, medida por GPS/doppler), e como a corrente paralela à derrota afeta cada uma delas.Questão 18 de 40
Do ponto de vista da navegação, a Projeção de Mercator resolveu graficamente os principais problemas das cartas náuticas com tal sucesso que sua popularidade é inexcedível e seu emprego é incomparável. Analise as afirmativas abaixo quanto ao emprego da projeção de Mercator nas cartas náuticas e assinale a alternativa INCORRETA:
- A) A loxodromia é representada por uma linha reta, que no cruzamento com os meridianos faz um ângulo constante e igual ao seu azimute.
- B) Os ângulos medidos na carta náutica não são representados por ângulos idênticos na superfície da Terra, mas as direções podem ser medidas diretamente na carta.✓ resposta
- C) A impossibilidade de representação dos polos e o valor exageradamente crescente das deformações lineares e superficiais nas altas latitudes é uma limitação acentuada.
- D) É limitada pelo paralelo de 60º em razão das deformações que se apresentam excessivas nesta latitude.
- E) Pode ser utilizada satisfatoriamente até a latitude de 80º desde que sejam tomadas precauções especiais quanto ao uso da escala das distâncias.
**Resposta correta: alternativa B** A alternativa B está **incorreta** porque afirma que "os ângulos medidos na carta náutica não são representados por ângulos idênticos na superfície da Terra" — o que contradiz diretamente uma das propriedades fundamentais da Projeção de Mercator. Ela é classificada como uma projeção **conforme** (ou ortomorfa), o que significa exatamente que **os ângulos são representados sem deformação**, ou seja, um ângulo medido na carta corresponde ao mesmo ângulo na superfície terrestre. [SRC:cmpag7tbh001dz4m2obzxhpso] A segunda parte da afirmativa ("as direções podem ser medidas diretamente na carta") está correta, mas não salva o enunciado, pois a premissa inicial é falsa. **Por que os demais itens estão corretos:** - **Alternativa A:** Está correta. A loxodromia é representada por uma linha reta que faz com as transformadas dos meridianos um ângulo constante e igual ao seu azimute. [SRC:cmpag7te6001gz4m2aryqvcta] - **Alternativa C:** Está correta. A impossibilidade de representação dos polos e o valor exageradamente crescente das deformações lineares e superficiais nas altas latitudes constituem as limitações mais acentuadas da projeção. [SRC:cmpag7tf5001hz4m2gs5t987m] - **Alternativa D:** Está correta. A Projeção de Mercator é geralmente limitada pelo paralelo de 60°, porque nessa latitude as deformações já se apresentam excessivas. [SRC:cmpag7tf5001hz4m2gs5t987m] - **Alternativa E:** Está correta. A projeção pode ser utilizada satisfatoriamente até a latitude de 80°, desde que sejam tomadas precauções especiais quanto ao uso da escala das distâncias. [SRC:cmpag7tf5001hz4m2gs5t987m] **Dica de estudo:** Revise com atenção as propriedades das projeções conformes — a conformidade (preservação dos ângulos) é a característica que torna a Projeção de Mercator especialmente útil para a navegação.Questão 19 de 40
Dos principais elementos representados em uma carta náutica qual dos elementos abaixo não é encontrado na parte marítima (aquática) de uma carta náutica:
- A) rebojos.
- B) estirâncio.
- C) áreas de exercícios.
- D) indicações de correntes.
- E) escala.✓ resposta
**Resposta correta: E — escala.** A escala não é um elemento da **parte marítima (aquática)** da carta náutica. Segundo Miguens [SRC:cmpag7tvw001zz4m252efaytj], a escala integra o grupo dos **principais elementos gerais** da carta (reticulado, título, etc.), e não o conjunto de informações representadas na área aquática. O próprio Miguens reforça que escala logarítmica de velocidade e demais informações complementares são inseridas na carta como um todo, não como elemento específico da parte marítima [SRC:cmpag7u2i0025z4m2poag2dyu]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — rebojos:** estão expressamente listados entre os elementos da parte marítima: "redemoinhos, rebojos, águas descoradas, zonas suspeitas ou de fundo sujo" [SRC:cmpag7u2i0025z4m2poag2dyu]. - **B — estirâncio:** também consta explicitamente na lista — "estirâncio (área que cobre e descobre com o movimento das marés)" [SRC:cmpag7u2i0025z4m2poag2dyu]. - **C — áreas de exercícios:** igualmente previstas — "áreas de exercícios, de restrição ou de exclusão à navegação" [SRC:cmpag7u2i0025z4m2poag2dyu]. - **D — indicações de correntes:** constam da mesma listagem oficial da parte aquática [SRC:cmpag7u2i0025z4m2poag2dyu]. **Dica de estudo:** Revise a distinção entre os elementos gerais da carta (reticulado, título, escala, rosa de rumos) e os elementos específicos da parte marítima — essa separação é cobrada com frequência em provas de habilitação náutica.Questão 20 de 40
Analise as alternativas a seguir e assinale aquela que não está de acordo com os fundamentos teóricos da estabilidade de embarcações.
- A) No centro de carena, está localizado o ponto de aplicação da resultante das forças de empuxo. Sua posição sofre alteração quando alteramos o calado.
- B) Quando uma embarcação aderna, seu cento de carena descreve uma curva cujo centro denomina-se metacentro (M) ou metacentro transversal (MT).
- C) A altura metacêntrica, é a distância vertical compreendida entre o centro de gravidade e o centro de carena.✓ resposta
- D) A resultante de todos os pesos em um corpo tem seu ponto de aplicação no centro de gravidade.
- E) O centro de carena é alterado quando ocorre inclinação em uma embarcação.
**Resposta correta: C** A alternativa C está **incorreta** porque define erroneamente a altura metacêntrica. Segundo a literatura técnica, a **altura metacêntrica (GM ou GMT)** é a distância vertical entre o **centro de gravidade (G)** e o **metacentro (M)** — e não entre G e o centro de carena (C ou B). A fórmula aplicada na prática é GM = KM – KG [SRC:cmpbnnmts0014g3m29l0opuyz]. A alternativa C omite o metacentro e substitui por "centro de carena", o que inverte o conceito: a distância entre G e o centro de carena é chamada de **BG**, não altura metacêntrica [SRC:cmprkxyyh003nolm2465fo29o]. **Por que as demais estão corretas (e, portanto, não são o gabarito):** - **A)** Correto: o centro de carena é o ponto de aplicação da resultante das forças de empuxo, e sua posição se altera quando o calado muda [SRC:cmprkxyyh003nolm2465fo29o]. - **B)** Correto: quando a embarcação aderna, o centro de carena descreve uma curva cujo centro é o metacentro (M) ou metacentro transversal (MT) [SRC:cmprkxyyh003nolm2465fo29o]. - **D)** [T2-general] Correto: por definição clássica de mecânica, o centro de gravidade é o ponto de aplicação da resultante de todos os pesos que atuam sobre um corpo. - **E)** Correto: a inclinação altera a forma do volume imerso e, consequentemente, desloca o centro de carena para o bordo da inclinação [SRC:cmprkxyyh003nolm2465fo29o]. **Dica de estudo:** Memorize os três pontos notáveis alinhados na vertical — B (centro de carena), G (centro de gravidade) e M (metacentro), contados a partir da quilha (K) — e as distâncias entre eles: KB, KG, KM e GM.Questão 21 de 40
De acordo com o livro Capitão Amador de Jaime Felipe, o rádio é o principal recurso para a segurança do navegante, quando navegando em mar aberto, podendo se comunicar rapidamente um problema surgido, uma situação de perigo ou até mesmo obter previsões meteorológicas. Dentro da existência de inúmeras situações em que o relato do fato ou o recebimento de informações se tornam essenciais para a segurança no mar, correlacione a coluna da esquerda com a da direita e marque a alternativa correta. OBS.: cada número pode não ser adotado ou ser adotado mais de uma vez. (01) 158,6 Mhz; (02) Altura da Antena; (03) 2.187,5 Khz; (04) Canal 70; (05) 2.175 Khz; (06) 2.182,0 Khz; (07) 156,8 Mhz; (08) 2 √ H (H - altitude do olho do observador); (09) Potência da portadora; (10) Canal 60; (11) 2,5 √ H (H - altura em metros da antena); (12) 4.125 KHZ. Itens: Cálculo da distância do horizonte em VHF; Exclusivo para chamada seletiva digital (DSC) em VHF; Frequência internacional de socorro em MF em radiotelefonia; Frequência internacional de socorro em VHF; Principal fator na determinação de alcance em VHF; Chamada seletiva digital (DSC) em MF; Canal 16; Frequência de socorro em HF do Atlântico Sul.
- A) 08 - 10 - 06 - 01 - 09 - 06 - 01 - 03
- B) 11 - 04 - 05 - 10 - 02 - 03 - 04 - 06
- C) 08 - 01 - 03 - 01 - 09 - 04 - 01 - 12
- D) 11 - 04 - 06 - 07 - 02 - 03 - 07 - 12✓ resposta
- E) 08 - 01 - 05 - 07 - 11 - 04 - 07 – 05
## Explicação ### Resposta correta: **D) 11 - 04 - 06 - 07 - 02 - 03 - 07 - 12** A sequência correta resulta da correlação item a item: 1. **Cálculo da distância do horizonte em VHF → (11) 2,5√H** — Em VHF, a propagação é essencialmente em linha de visada; a fórmula empírica para estimar o alcance usa a altura da antena em metros: d = 2,5√H. [SRC:cmp8uwn3p000y38m2wtjufw46] 2. **Exclusivo para chamada seletiva digital (DSC) em VHF → (04) Canal 70** — O canal 70 (156,525 MHz) é reservado exclusivamente para DSC em VHF. [SRC:cmpbpipyq005e4om2gk7z2dlh] 3. **Frequência internacional de socorro em MF em radiotelefonia → (06) 2.182,0 kHz** — A 2.182,0 kHz é a frequência internacional de socorro e chamada em MF por radiotelefonia. [SRC:cmpbpipyq005e4om2gk7z2dlh] 4. **Frequência internacional de socorro em VHF → (07) 156,8 MHz** — O canal 16 corresponde a 156,8 MHz e é designado para chamada e socorro em VHF. [SRC:cmpbpipyq005e4om2gk7z2dlh] 5. **Principal fator na determinação de alcance em VHF → (02) Altura da Antena** — Como o VHF opera em linha de visada, a altura da antena é o principal determinante do alcance, não a potência da portadora. [SRC:cmp8uwn3p000y38m2wtjufw46] 6. **Chamada seletiva digital (DSC) em MF → (03) 2.187,5 kHz** — A frequência 2.187,5 kHz é a designada para DSC em MF. [SRC:cmp8uwn3p000y38m2wtjufw46] 7. **Canal 16 → (07) 156,8 MHz** — Canal 16 = 156,8 MHz, escuta permanente obrigatória. [SRC:cmpbpipyq005e4om2gk7z2dlh] 8. **Frequência de socorro em HF do Atlântico Sul → (12) 4.125 kHz** — A 4.125 kHz é a frequência de chamada e escuta no Atlântico Sul em HF. [SRC:cmpbpipyq005e4om2gk7z2dlh] --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) 08-10-06-01-09-06-01-03:** Usa a fórmula (08) **2√H** para o horizonte em VHF — essa fórmula refere-se à altura do olho do observador em navegação visual, não ao cálculo de alcance de antena VHF; além disso, atribui potência da portadora (09) como fator de alcance em VHF, ignorando que em linha de visada o parâmetro dominante é a altura da antena. [SRC:cmp8uwn3p000y38m2wtjufw46] - **B) 11-04-05-10-02-03-04-06:** Erra ao indicar (05) 2.175 kHz como frequência de socorro em MF — a frequência correta é 2.182,0 kHz — e ao apontar o Canal 60 (10) como frequência de socorro em VHF em vez do Canal 16/156,8 MHz. [SRC:cmpbpipyq005e4om2gk7z2dlh] - **C) 08-01-03-01-09-04-01-12:** Além do erro da fórmula (08) para alcance VHF, atribui (03) 2.187,5 kHz como frequência de socorro em MF por radiotelefonia — sendo que 2.187,5 kHz é para DSC, e a de radiotelefonia é 2.182,0 kHz. [SRC:cmp8uwn3p000y38m2wtjufw46] - **E) 08-01-05-07-11-04-07-05:** Usa novamente a fórmula errada (08) para o horizonte VHF e indica (05) 2.175 kHz tanto para socorro em MF quanto para o Atlântico Sul, frequência que não consta como frequência de socorro reconhecida. [SRC:cmpbpipyq005e4om2gk7z2dlh] --- **Dica de estudo:** Revise as frequências do GMDSS (MF/HF/VHF), distinguindo as funções de cada canal/frequência — radiotelefonia, DSC e chamada regional — pois questões de correlação exploram exatamente essa distinção.Questão 22 de 40
Qual é o nome do sistema de recebimento Telex que permite que comunicações em uma frequência fixa seja transmitida de uma estação costeira e recebida automaticamente pelas embarcações equipadas com o receptor, sem que nenhuma ação seja necessária a não ser ter o receptor ligado. As mensagens de socorro, urgência e segurança, além de não poderem deixar de ser recebidas, farão soar um alarme no receptor.
- A) NAVTEX✓ resposta
- B) INMARSAT-C
- C) SAFETYNET
- D) RADIOTELEX
- E) IAC-FLEET
**Resposta correta: A — NAVTEX** O NAVTEX é exatamente o sistema descrito no enunciado: um serviço internacional de radioteletipo (impressão direta) que transmite em frequência fixa (518 kHz para o serviço internacional) a partir de estações costeiras, sendo recebido automaticamente por um receptor dedicado a bordo, sem necessidade de intervenção da tripulação — basta que o receptor esteja ligado [SRC:cmpbnl2du003eydm29dgdm70w]. As mensagens de socorro, urgência e segurança (classificadas como MSI — Maritime Safety Information) não podem ser bloqueadas pelo receptor e ativam alarme sonoro, conforme o formato de mensagens NAVTEX que prevê caracteres indicadores de assunto irrejeitáveis (ex.: B2 = "D" para busca e salvamento) [SRC:cmpbnl2ew003fydm22gntq586]. O Miguens confirma que "um receptor/processador especial automático é usado para recepção das mensagens NAVTEX" [SRC:cmpbo3zh700iot3m2cy51mbmu]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B — INMARSAT-C:** É um sistema de comunicação por satélite da INMARSAT que permite envio e recebimento de mensagens; não opera em frequência fixa de rádio costeiro nem é um sistema de radiodifusão automática nos moldes descritos. O sistema de segurança associado ao INMARSAT é o *SafetyNET* (ver alternativa C) [SRC:cmpbo3zh700iot3m2cy51mbmu]. - **C — SAFETYNET:** O SafetyNET é o serviço EGC (*Enhanced Group Call*) da INMARSAT, projetado para cobrir áreas oceânicas *fora* do alcance do NAVTEX. As mensagens SafetyNET são recebidas por receptor INMARSAT, não por uma estação costeira em frequência fixa [SRC:cmpbo3zh700iot3m2cy51mbmu]. O EROG confirma que "o sistema SafetyNET internacional é usado como meio principal para prover MSI para as áreas não cobertas pelo sistema NAVTEX internacional" [SRC:cmpahlh1p0060qhm2c1o63tr3]. - **D — RADIOTELEX (NBDP):** O NBDP/Radiotelex é a tecnologia de impressão direta em banda estreita usada para telex marítimo em MF/HF, mas trata-se de uma *tecnologia de modulação*, não de um sistema de difusão automática de segurança. Ele requer dois terminais em comunicação (modo ARQ) ou é usado em broadcast (modo FEC), sendo a base técnica sobre a qual o NAVTEX é construído — não o sistema em si [SRC:cmpbnl25f0036ydm2u18o729j]. - **E — IAC-FLEET:** [T2-general] IAC-FLEET não nomeia nenhum serviço de radiodifusão de MSI do GMDSS, e nada nas fontes o associa a uma estação costeira transmitindo em frequência fixa com recepção automática a bordo — portanto não corresponde à descrição da questão. **Dica de estudo:** Revise as diferenças entre NAVTEX (rádio costeiro, HF/MF, automático, até ~400 mn) e SafetyNET (satélite INMARSAT, cobertura oceânica), pois essa distinção é recorrente em provas do GMDSS.Questão 23 de 40
Quando um navegante afirma que sua embarcação encontra-se na condição adriçada, significa que a embarcação está:
- A) Sem banda, sem trim e em equilíbrio.✓ resposta
- B) Com a borda livre mergulhada parcialmente.
- C) Carregada em sua máxima capacidade.
- D) Com banda e trim pela popa.
- E) Sem equilíbrio e em águas parelhas.
## Alternativa correta: A — Sem banda, sem trim e em equilíbrio A condição **adriçada** descreve a posição normal de equilíbrio de uma embarcação: sem inclinação transversal (banda) e sem inclinação longitudinal (trim), com as forças de gravidade e empuxo atuando na mesma vertical [SRC:cmpbnnmn90010g3m2ttfe79wu]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B) Com a borda livre mergulhada parcialmente.** Isso descreveria uma condição de adernamento severo ou perda de reserva de flutuabilidade — situação oposta à estabilidade normal de uma embarcação adriçada. - **C) Carregada em sua máxima capacidade.** A condição adriçada diz respeito à posição/equilíbrio da embarcação, não ao seu carregamento. Uma embarcação pode estar adriçada com qualquer nível de carga. - **D) Com banda e trim pela popa.** Banda e trim são justamente as inclinações que caracterizam o afastamento da condição adriçada. A publicação oficial de estabilidade da Marinha mostra que, ao adquirir banda, a embarcação *sai* da posição adriçada, formando um binário de forças que tende a trazê-la de volta [SRC:cmpbnnmn90010g3m2ttfe79wu]. - **E) Sem equilíbrio e em águas parelhas.** "Adriçada" implica exatamente o oposto: *com* equilíbrio. [T2-general] "Águas parelhas" significa calados a vante e a ré iguais, ou seja, sem trim — justamente uma das características da condição adriçada; o erro da alternativa está em afirmar que a embarcação estaria sem equilíbrio. > **Dica de estudo:** Revise os conceitos de banda, trim e condição adriçada no capítulo de rudimentos de estabilidade — é comum confundir o estado de equilíbrio da embarcação com seu nível de carregamento.Questão 24 de 40
As ondas tropicais ao norte da ZCIT indicam
- A) áreas de pressão atmosférica alta que se movem para Oeste através dos ventos convergentes de Leste (Alísios). Geralmente estão associadas a extensas áreas de bom tempo, quando o desvio do escoamento evolui para circulação fechada, as perturbações atmosféricas podem se intensificar e atingir o desenvolvimento de ciclones tropicais.
- B) áreas de pressão atmosférica relativamente baixa que se movem para Leste através dos ventos divergentes de Leste (Alísios). Geralmente estão associadas a pequenas áreas de nebulosidade e chuvas, quando o desvio do escoamento evolui para circulação fechada, as perturbações atmosféricas podem se intensificar e atingir o desenvolvimento de furacões.
- C) áreas de pressão atmosférica relativamente baixa que se movem para Oeste através dos ventos convergentes de Leste (Alísios). Geralmente estão associadas a extensas áreas de nebulosidade e chuvas, quando o desvio do escoamento evolui para circulação fechada, as perturbações atmosféricas podem se intensificar e atingir o desenvolvimento de ciclones tropicais.✓ resposta
- D) áreas de pressão atmosférica relativamente alta que se movem para Oeste através dos ventos convergentes de Leste (Alísios). Geralmente estão associadas a extensas áreas de nebulosidade e chuvas, quando o desvio do escoamento evolui para circulação fechada, as perturbações atmosféricas podem se intensificar e atingir o desenvolvimento de grades nuvens.
- E) áreas de pressão atmosférica relativamente baixa que se movem para Leste através dos ventos convergentes de Oeste (Alísios). Geralmente estão associadas a pequenas áreas de nebulosidade e chuvas, quando o desvio do escoamento evolui para circulação fechada, as perturbações atmosféricas podem se intensificar e atingir o desenvolvimento de ciclones tropicais.
**Resposta correta: C** As ondas tropicais ao norte da ZCIT são áreas de **pressão relativamente baixa** que se propagam para **Oeste**, carregadas pelos ventos alísios de Leste (NE no Hemisfério Norte) que convergem para a ZCIT [SRC:cmpag80zm009cz4m2wiczwv9e]. Por serem zonas de baixa pressão com convergência e ascensão do ar úmido, estão associadas a **extensas áreas de nebulosidade e chuvas** [SRC:cmpahlf4c005jqhm2xn10auva]. Quando o desvio do escoamento evolui para circulação fechada, a perturbação pode se intensificar e atingir o estágio de **ciclone tropical** (furacão no Atlântico Norte) [SRC:cmpbo3y6s00hgt3m2tjnpftlg]. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A)** Erra ao indicar *pressão alta* e *bom tempo*. Centros de alta pressão têm ar divergente e descendente, associados a tempo bom — o oposto das ondas tropicais, que são perturbações de baixa pressão com convergência e mau tempo [SRC:cmpahlf4c005jqhm2xn10auva]. - **B)** Erra em dois pontos: diz que os ventos são *divergentes* (numa baixa pressão os ventos convergem, não divergem) e que a perturbação evolui apenas para *furacão* — o termo correto e mais abrangente é *ciclone tropical*, do qual o furacão é apenas uma denominação regional [SRC:cmpbo3y6s00hgt3m2tjnpftlg]. Além disso, afirma movimento para **Leste**, contrariando a direção de propagação dominante para Oeste pelos alísios [SRC:cmpag80zm009cz4m2wiczwv9e]. - **D)** Erra ao indicar *pressão relativamente alta*. Uma alta pressão gera divergência e tempo estável; ondas tropicais são perturbações de baixa pressão [SRC:cmpahlf4c005jqhm2xn10auva]. O desfecho mencionado ("grandes nuvens") também é impreciso e não reflete o conceito de ciclone tropical. - **E)** Erra na **direção do movimento** (diz "para Leste") e no agente transportador ("ventos convergentes de Oeste"). Os alísios no Hemisfério Norte sopram de NE (componente de Leste), transportando as ondas para Oeste [SRC:cmpag80zm009cz4m2wiczwv9e]. --- **Dica de estudo:** Revise a dinâmica da ZCIT e dos ventos alísios — compreender que baixas pressões convergem/sobem (mau tempo) e altas pressões divergem/descem (bom tempo) é a chave para eliminar a maioria das alternativas incorretas neste tema.Questão 25 de 40
A combinação de ar muito quente e muito úmido é característica da formação de nuvens do tipo:
- A) Cirrus.
- B) Cumulonimbus.✓ resposta
- C) Cirrostratus.
- D) Stratus.
- E) Nimbostratus.
**Resposta correta: B — Cumulonimbus** O cumulonimbus (Cb) é a nuvem de maior desenvolvimento vertical entre as cumuliformes. Sua formação depende essencialmente de correntes de ar ascendentes intensas, e essas correntes são tanto mais vigorosas quanto mais **quente e úmido** for o ar — pois o calor fornece instabilidade à atmosfera e a umidade eleva‑a até os níveis de condensação [SRC:cmpbo42aw00lkt3m2ri1djyrk]. Fontes especializadas confirmam que, para o desenvolvimento da atividade convectiva que origina o Cb, o ar ascendente precisa ser **quente e bastante úmido** [SRC:cmpb8j7mv002s2lm2y8qxjrkg]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — Cirrus:** são nuvens de grande altitude compostas exclusivamente de cristais de gelo; formam-se em condições de baixíssima temperatura e umidade, não em massas de ar quente e úmido. [SRC:cmpbo42aw00lkt3m2ri1djyrk] - **C — Cirrostratus:** igualmente uma nuvem de alto nível, de caráter estratiforme e gelado; incompatível com a convecção intensa de ar quente e úmido. [SRC:cmpbo42aw00lkt3m2ri1djyrk] - **D — Stratus:** nuvem estratiforme associada à **estabilidade** atmosférica e à ausência de correntes ascendentes vigorosas — o oposto do ambiente quente e úmido que gera convecção [SRC:cmpbo42aw00lkt3m2ri1djyrk]. Sua precipitação é leve e contínua, não em pancadas. - **E — Nimbostratus:** também é estratiforme, composto de gotículas de água e partículas de neve; está associado a chuvas contínuas e extensas, sem o caráter convectivo violento do Cb [SRC:cmpbo42hi00lrt3m2avxsw442]. **Dica de estudo:** Revise a diferença entre nuvens **estratiformes** (associadas à estabilidade e precipitação leve) e **cumuliformes** (associadas à instabilidade, convecção e precipitação em pancadas), tendo o cumulonimbus como o caso extremo desta última família.Questão 26 de 40
Em uma região com ocorrência de mau tempo, as principais características observadas da circulação horizontal e do movimento vertical do ar são:
- A) circulação horizontal divergente e movimento vertical circular.
- B) circulação horizontal divergente e movimento vertical ascendente.
- C) circulação horizontal divergente e movimento vertical descendente.
- D) circulação horizontal convergente e movimento vertical descendente.
- E) circulação horizontal convergente e movimento vertical ascendente.✓ resposta
**Resposta correta: E — circulação horizontal convergente e movimento vertical ascendente.** Regiões de mau tempo estão associadas a centros de baixa pressão. Segundo a literatura especializada, num centro de baixa pressão em baixos níveis a circulação é convergente, com o ar convergindo em direção ao centro e sendo forçado a subir — movimento vertical ascendente [SRC:cmpb8j7m5002r2lm2nwdiqopk]. Esse movimento ascendente resulta em resfriamento do ar, aumento da umidade relativa, formação de nuvens (Cumulus e Cb), possibilidade de precipitação e ventos fortes — ou seja, as condições características de mau tempo [SRC:cmpb8ja1o005u2lm25ra2ch84]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A e B (circulação divergente + movimento circular ou ascendente):** A divergência em baixos níveis é característica de centros de *alta* pressão, não de baixa. Associar divergência a mau tempo inverte o padrão correto [SRC:cmpb8j7m5002r2lm2nwdiqopk]. - **C (divergente + descendente):** Essa combinação corresponde exatamente ao padrão de *bom tempo* — alta pressão, céu limpo ou fina camada de estratos, sem precipitação [SRC:cmpb8ja1o005u2lm25ra2ch84]. É o oposto do que ocorre em situações de mau tempo. - **D (convergente + descendente):** A convergência está correta para o centro de baixa pressão, mas o movimento descendente é incompatível: a literatura especializada estabelece que, no centro de baixa pressão, a convergência em baixos níveis força o movimento ascendente, não descendente [SRC:cmpb8j7gj002j2lm2ypojboi0]. Movimento descendente aquece e resseca o ar, inibindo a nebulosidade. **Dica de estudo:** Revise o par convergência/ascendência (baixa pressão → mau tempo) versus divergência/descendência (alta pressão → bom tempo) — esse é o núcleo conceitual de toda a análise sinótica em meteorologia náutica.Questão 27 de 40
O semicírculo perigoso de um furacão no HS (Hemisfério Sul) apresenta-se:
- A) à direita da trajetória.
- B) à frente da trajetória.
- C) abaixo da trajetória.
- D) à esquerda da trajetória.✓ resposta
- E) acima da trajetória.
**Resposta correta: D — à esquerda da trajetória.** No Hemisfério Sul, a circulação dos ventos em torno do centro do ciclone tropical ocorre no sentido horário. Como o sistema se desloca inicialmente na direção geral W, a velocidade do vento **soma-se** à velocidade de translação do sistema no semicírculo **esquerdo** da trajetória, tornando-o o semicírculo perigoso. O semicírculo direito, por sua vez, é o navegável, pois a velocidade do vento se opõe ao movimento do sistema [SRC:cmpbo3yfm00hpt3m2utbm5bvz] [SRC:cmpbo3ypk00hzt3m2yy8zyklk]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) À direita da trajetória** — esta é a posição do semicírculo **perigoso no Hemisfério Norte**, onde a circulação é anti-horária. Confundir os hemisférios é o erro mais frequente dos candidatos [SRC:cmpbo3yfm00hpt3m2utbm5bvz]. - **B) À frente da trajetória** e **E) Acima da trajetória** — os semicírculos são definidos lateralmente em relação à trajetória (esquerda/direita), não longitudinalmente (frente/trás) nem verticalmente. Essas expressões não têm correspondência com a definição técnica de semicírculo perigoso [SRC:cmpbo3ypk00hzt3m2yy8zyklk]. - **C) Abaixo da trajetória** — pelo mesmo motivo acima, a classificação em "acima/abaixo" não se aplica à definição de semicírculo perigoso; trata-se de uma referência espacial sem fundamento meteorológico para esse contexto. **Dica de estudo:** Ao revisar ciclones tropicais, associe sempre o sentido da circulação ciclônica ao hemisfério (horário no HS, anti-horário no HN) e deduza de qual lado os ventos se somam ao deslocamento do sistema — esse raciocínio evita a confusão entre hemisférios.Questão 28 de 40
Sabe-se que o corpo humano necessita de água para digerir proteínas, portanto em sobrevivência no mar, o sangue de animais pode ser utilizado como recurso, porém só deve ser ingerido se
- A) tiver certeza que o animal é saudável.
- B) não houver restrição de água.✓ resposta
- C) o sangue ainda estiver quente.
- D) houver a possibilidade de filtrar o sangue.
- E) o animal for um peixe.
**Resposta correta: B — não houver restrição de água.** O sangue de animais (peixes e aves marinhas) contém proteínas e sal. Conforme a literatura especializada, o corpo humano necessita de água para digerir proteínas e para dissolver os cristais de sal presentes nos tecidos animais — caso essa água não esteja disponível, ela será retirada das próprias células, agravando a desidratação [SRC:cmpbpixff00cj4om20ejywhfd]. Por isso, o sangue só deve ser ingerido quando não houver restrição hídrica, de forma que o organismo consiga metabolizá-lo sem comprometer suas reservas de água. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) tiver certeza que o animal é saudável.** A saúde do animal é uma preocupação legítima ao ingerir a carne (odor, firmeza, organismos aderidos), mas esse critério não é a condição determinante para a ingestão do sangue [SRC:cmpbpixff00cj4om20ejywhfd]. O fator limitante é a disponibilidade de água, não a saúde do animal. - **C) o sangue ainda estiver quente.** [T2-general] A temperatura do sangue não tem relação com os riscos de desidratação associados à sua ingestão. Esse critério não possui respaldo técnico no contexto de sobrevivência marítima. - **D) houver a possibilidade de filtrar o sangue.** [T2-general] Filtrar o sangue não elimina as proteínas nem o sal nele contidos; portanto, a filtragem não resolve o problema hídrico que torna o consumo arriscado. O critério correto permanece a disponibilidade de água. - **E) o animal for um peixe.** A fonte menciona tanto peixes quanto aves marinhas como fornecedores de sangue aproveitável [SRC:cmpbpixff00cj4om20ejywhfd]. Restringir a regra aos peixes é incorreto — a condição determinante é a disponibilidade de água, independentemente da espécie. **Dica de estudo:** Revise o tópico de gestão hídrica em sobrevivência marítima, em especial a relação entre consumo de proteínas, metabolização de sais e perda de água — esse raciocínio explica diversas regras práticas sobre alimentação em situações de náufrago.Questão 29 de 40
As balsas salva-vidas são equipadas com itens de sobrevivência, dentre eles as rações (líquida e sólida), no Brasil as rações líquidas existentes nas balsas são suficientes para
- A) 3 dias.
- B) 4 dias.
- C) 5 dias.
- D) 6 dias.✓ resposta
- E) 7 dias.
**Resposta correta: D — 6 dias.** No Brasil, as rações líquidas (a água estivada na balsa) são dimensionadas para um período de **6 dias por pessoa**: por falta de espaço de acondicionamento, a água embarcada não chega a garantir um litro por homem por dia ao longo desses seis dias, e por isso precisa ser racionada. As rações sólidas seguem o mesmo período — a literatura especializada informa que as embarcações de salvamento são abastecidas com um total de rações sólidas suficiente para 6 dias por pessoa, à razão de 850 calorias/dia [SRC:cmpbpixeh00ci4om2ftwpsaoh]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (3 dias):** Corresponde a um período insuficiente e não previsto na norma brasileira para este item — é uma opção que pode confundir por parecer um valor "conservador", mas não tem respaldo regulamentar [SRC:cmp8y2g1j008cdhm2w1a3rgii]. - **B (4 dias) e C (5 dias):** Valores intermediários sem previsão normativa; não correspondem ao quantitativo prescrito para balsas salva-vidas no Brasil [SRC:cmp8y2g1j008cdhm2w1a3rgii]. - **E (7 dias):** Valor acima do prescrito; pode confundir candidatos que lembram vagamente "cerca de uma semana", mas o número exato fixado é 6 dias [SRC:cmp8y2g1j008cdhm2w1a3rgii]. > **Dica de estudo:** Revise os itens do pacote de emergência das balsas salva-vidas (rações sólidas, líquidas, pirotécnicos, âncora flutuante etc.) e os quantitativos previstos — esse é um ponto frequentemente cobrado em provas de habilitação náutica.Questão 30 de 40
Um náufrago imerso na água pode desenvolver um estado de hipotermia, esta condição tem como principal causa
- A) o estado do mar e a temperatura do ar.
- B) a umidade relativa do ar e a chuva.
- C) o vento e a correte marítima.
- D) a água salgada e o Sol.
- E) o tempo de exposição e a temperatura da água.✓ resposta
**Resposta correta: E — o tempo de exposição e a temperatura da água.** A hipotermia em náufragos imersos ocorre porque a taxa de perda de calor corporal para a água é muito maior do que para o ar. Quanto mais fria a água e quanto mais tempo a pessoa permanecer imersa, maior será a queda da temperatura interna do corpo. Fontes especializadas indicam que a taxa de perda de calor varia diretamente com a diferença entre a temperatura corporal e a da água [SRC:cmpbpirg4006w4om2qafvu4to], e que mesmo em águas tropicais uma pessoa pode desenvolver hipotermia após um período considerável de imersão — em águas frias, a morte pode ocorrer em menos de uma hora [SRC:cmpbpirh9006x4om26ywz7jxx]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (estado do mar e temperatura do ar):** O estado do mar não é fator determinante para a hipotermia por imersão; a temperatura do ar é secundária em relação à temperatura da água, pois a perda de calor na água é muito mais intensa do que no ar [SRC:cmpbpirg4006w4om2qafvu4to]. - **B (umidade relativa do ar e chuva):** Esses fatores influenciam o conforto térmico em superfície, mas não são as causas principais da hipotermia em um náufrago imerso. [T2-general] A umidade e a chuva têm efeito térmico muito menor do que a imersão direta na água. - **C (vento e corrente marítima):** O vento aumenta a perda de calor em superfície (para náufragos fora d'água, em balsas), mas não é a principal causa para quem está imerso [SRC:cmpbpixdh00ch4om2mwq1eucl]. A corrente marítima, por si só, não causa hipotermia diretamente. - **D (água salgada e Sol):** A salinidade da água não é fator determinante para hipotermia; o Sol, ao contrário, aquece o corpo. [T2-general] Esses elementos estão mais relacionados a desidratação e insolação do que à hipotermia. **Dica de estudo:** Revise os três estágios da hipotermia (excitação, apagamento e torpor) e os sinais clínicos associados a cada temperatura corporal — tema recorrente em questões de sobrevivência no mar.Questão 31 de 40
Um náufrago sozinho na água utilizando colete salva-vidas, para reduzir a perda de calor deve
- A) adotar a posição HUDDLE.
- B) se agitar para produzir calor.
- C) adotar a posição HELP.✓ resposta
- D) tentar nadar.
- E) tirar o colete a abraçá-lo.
**Resposta correta: C — adotar a posição HELP.** A posição HELP (*Heat Escape Lessening Position*) é a indicada para um náufrago **sozinho** na água usando colete salva-vidas, pois minimiza a perda de calor corporal. [SRC:cmpbq79ok00027cm2rpps2wf4] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) Adotar a posição HUDDLE** — A posição HUDDLE é indicada quando há **mais de uma pessoa** na água; consiste em aproximar os corpos para conservar calor em grupo. [T2-general] Por isso, estando sozinho, o náufrago não pode adotá-la — a posição correta para o indivíduo isolado é a HELP. - **B) Se agitar para produzir calor** — Agitar-se acelera a perda de calor. Fontes especializadas alertam que quanto mais o náufrago se movimenta em água fria, mais rapidamente a temperatura corporal cai e mais rapidamente se instala a hipotermia. [SRC:cmpbpis1w007e4om2wo16280n] - **D) Tentar nadar** — Nadar aumenta o esforço físico e a circulação periférica, acelerando a perda de calor para a água. Fontes especializadas recomendam que, mesmo sendo bom nadador, o náufrago não tente nadar sem necessidade. [SRC:cmpbpis1w007e4om2wo16280n] - **E) Tirar o colete e abraçá-lo** — O colete salva-vidas deve ser **mantido vestido** enquanto o náufrago estiver na água; ele só deve ser abandonado no momento do resgate. [SRC:cmpbpixk000co4om20lhmymc9] Retirá-lo elimina tanto a flutuação quanto parte do isolamento térmico. **Dica de estudo:** Revise as posições de sobrevivência na água (HELP e HUDDLE), associando cada uma ao número de pessoas envolvidas e ao objetivo de redução de hipotermia.Questão 32 de 40
A Tábua do Ponto serve para:
- A) determinar a posição da balsa conhecendo-se, aproximadamente, a posição inicial do náufrago, o rumo e a distância navegada.✓ resposta
- B) a última posição conhecida da embarcação que naufragou.
- C) a direção e a velocidade do vento.
- D) as coordenadas geográficas (latitude e longitude) que indicam o ponto de onde a balsa foi lançada.
- E) identificar as frequências rádio para pedido de socorro.
**Resposta correta: A** A Tábua do Ponto é uma ferramenta de navegação estimada que, conhecidas as coordenadas de um ponto de partida (latitude e longitude), o rumo e a distância navegada, fornece a diferença de latitude (Dj) e o apartamento (ap) — os dois elementos necessários para calcular a nova posição estimada da embarcação. [SRC:cmpbo44p600o1t3m24kc6kku7] Ela é especialmente útil em balsas salva-vidas, quando a plotagem direta na carta se mostra impossível, permitindo calcular os movimentos matematicamente a partir do ponto de abandono do navio. [SRC:cmpbo3zud00j1t3m202g4xdx1] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B)** A última posição conhecida da embarcação naufragada é o *ponto de partida* da navegação estimada, não o produto da Tábua do Ponto. A tábua é usada para determinar *para onde* a balsa foi, não para registrar de onde o navio afundou. [SRC:cmpbo3zud00j1t3m202g4xdx1] - **C)** Direção e velocidade do vento são dados meteorológicos inseridos como variáveis na navegação estimada (abatimento e caimento), mas a Tábua do Ponto não os determina — ela os recebe como entrada, se conhecidos. [SRC:cmpbo3zud00j1t3m202g4xdx1] - **D)** As coordenadas do ponto de lançamento da balsa são o *ponto inicial* que se insere na tábua, não o resultado que ela fornece. A Tábua do Ponto parte dessas coordenadas para calcular a posição atual. [SRC:cmpbo44p600o1t3m24kc6kku7] - **E)** Frequências de rádio para socorro não têm qualquer relação com a Tábua do Ponto; esse é um tema de comunicações de emergência (GMDSS/SOLAS), completamente distinto. **Dica de estudo:** Revise o conceito de navegação estimada e os passos para usar a Tábua do Ponto (entrada por rumo quadrantal, colunas de Dj e apartamento), pois questões de sobrevivência no mar frequentemente combinam esse tema com situações de abandono de navio.Questão 33 de 40
Na costa do Brasil, ao navegar no rumo sul, um Capitão observou que a TSM estava cada vez mais fria e a temperatura do ar em declínio e, por isso, resolveu utilizar o psicrômetro de bordo para tirar algumas conclusões sobre a possibilidade de se deparar com um fenômeno meteorológico comum nas altas latitudes. Tal fenômeno seria:
- A) um nevoeiro de radiação.
- B) uma tempestade isolada.
- C) um nevoeiro de advecção.✓ resposta
- D) uma frente fria.
- E) um ciclone extra-tropical.
**Resposta correta: C — um nevoeiro de advecção.** Ao navegar rumo sul ao longo da costa brasileira, o Capitão observa que a TSM fica progressivamente mais fria e a temperatura do ar também cai. A literatura especializada explica que uma TSM mais fria pode resfriar o ar sobrejacente a ponto de atingir o ponto de orvalho, resultando na formação de nevoeiros — fenômeno conhecido como **nevoeiro de advecção**, que ocorre quando uma massa de ar relativamente úmido e quente se desloca horizontalmente (advecção) sobre uma superfície marítima mais fria [SRC:cmpb8j65m000u2lm2qrhi1t1b]. O uso do psicrômetro de bordo é a ferramenta adequada para monitorar a diferença entre temperatura do ar e ponto de orvalho e avaliar esse risco [SRC:cmp92q86r01lwdhm2du4zxxdp]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — Nevoeiro de radiação:** [T2-general] Ocorre em terra, quando o solo perde calor por irradiação durante a noite, resfriando o ar próximo à superfície. Não é típico do ambiente marítimo em alto mar. - **B — Tempestade isolada:** [T2-general] Uma TSM progressivamente fria inibe convecção, favorecendo estabilidade atmosférica — o oposto do que favorece a formação de tempestades. - **D — Frente fria:** [T2-general] Frentes frias são sistemas associados ao encontro de massas de ar de temperaturas distintas ao longo de uma linha de descontinuidade, e não são inferidas diretamente pela observação de declínio gradual de TSM e temperatura do ar junto ao psicrômetro. - **E — Ciclone extra-tropical:** [T2-general] Ciclones extra-tropicais são sistemas de grande escala que exigem padrões sinóticos específicos (gradientes de pressão intensos, ventos fortes, frentes associadas). O cenário descrito — TSM fria, ar em resfriamento gradual e análise via psicrômetro — aponta para um fenômeno localizado de formação de nevoeiro, não para um ciclone. **Dica de estudo:** Revise as condições de formação dos tipos de nevoeiro (advecção, radiação e vapor/fumaça do mar), prestando atenção à relação entre TSM, temperatura do ar e ponto de orvalho medido pelo psicrômetro.Questão 34 de 40
Baseado nos dados abaixo (fornecidos pelo psicrômetro de bordo) e na tabela apresentada a seguir, indique quantos graus seria necessário a temperatura ambiente (T) diminuir para que ocorresse o fenômeno perigoso à navegação associado à condensação do vapor d'água existente no ar. Temperatura do ar = 17° Temperatura do termômetro de bulbo úmido = 14°
- A) 5°✓ resposta
- B) 3°
- C) 12°
- D) com os dados apresentados, o fenômeno não poderia ocorrer.
- E) 8°
**Resposta correta: A — 5°** O fenômeno perigoso à navegação associado à condensação do vapor d'água é o **nevoeiro (neblina)**, que ocorre quando a temperatura do ar atinge o **ponto de orvalho** — temperatura na qual o vapor d'água começa a se condensar [SRC:cmpbo41um00l3t3m24ew9ec5b]. **Como resolver com a tabela:** Com o psicrômetro, obtemos: - Temperatura do termômetro seco (T) = **17°C** - Temperatura do termômetro úmido = **14°C** - **Depressão** = 17 − 14 = **3°C** Consultando a tabela fornecida na linha T = 17 e coluna depressão = 3, encontramos a temperatura do ponto de orvalho = **12°C** [SRC:cmp8vo864000hdhm2w0br3a14]. Portanto, a temperatura ambiente precisaria cair de **17°C para 12°C**, ou seja, **5°C a menos**, para que o vapor d'água começasse a se condensar e o nevoeiro pudesse se formar. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B — 3°:** Corresponde à própria depressão do psicrômetro (diferença entre termômetro seco e úmido), não ao quanto a temperatura precisa cair. É uma confusão entre a depressão do bulbo úmido e a variação necessária até o ponto de orvalho [SRC:cmpbo473s00qjt3m25na6kqgg]. - **C — 12°:** Representa o próprio *valor* do ponto de orvalho em graus Celsius, não a *diferença* entre a temperatura atual (17°C) e esse ponto de orvalho (12°C). O candidato teria lido o resultado da tabela diretamente sem subtrair da temperatura do ar [SRC:cmp8vo864000hdhm2w0br3a14]. - **D — o fenômeno não poderia ocorrer:** Incorreta. A tabela fornece um ponto de orvalho positivo (12°C), perfeitamente atingível, de modo que o fenômeno pode sim ocorrer [SRC:cmp8vo864000hdhm2w0br3a14]. - **E — 8°:** Não corresponde a nenhum valor extraível corretamente da tabela com os dados fornecidos; possivelmente resulta de leitura errônea da linha ou coluna [SRC:cmp8vo864000hdhm2w0br3a14]. --- **Dica de estudo:** Ao usar o psicrômetro, lembre-se sempre que a resposta da tabela XIV é o *ponto de orvalho em °C*, e a variação de temperatura necessária é a *diferença* entre a temperatura atual e esse ponto — dois passos distintos que devem ser executados em sequência.Questão 35 de 40
Um Capitão Amador resolveu visitar a Ilha de Fernando de Noronha saindo de Aracaju no dia 03 de outubro de 2013. Neste mesmo dia 04 de outubro, o Capitão resolveu tirar a posição do iate na Passagem Meridiana do Sol. Sua posição estimada era 245 milhas ao sul do Equador na longitude 034° 32' W. Para a navegação astronômica seria considerada a altura do olho do observador como de 3,3 metros e o erro instrumental do sextante de +0,3'. No dia 4 de outubro qual foi a Hora Legal prevista para o Sol culminar na posição estimada do iate?
- A) 12h 03m.
- B) 11h 07m.
- C) 11h 49m.
- D) 12h 35m.
- E) 12h 07m.✓ resposta
**Resposta correta: E — 12h 07m.** O cálculo da Hora Legal (HLeg) prevista para a passagem meridiana do Sol segue o método da Equação do Tempo: no instante da culminação a Hora Verdadeira Local vale exatamente HVL = 12h 00m; aplicando-lhe a Equação do Tempo (ET) tabelada no Almanaque Náutico obtém-se a Hora Média Local (HML) da passagem meridiana; somando a longitude oeste convertida em tempo chega-se à HMG; e subtraindo o fuso da posição chega-se à Hora Legal [SRC:cmpagic9v006im7m2bbihj6ye]. [T2-general] Para 04/outubro/2013 a Equação do Tempo às 12h vale ≈ +11m (o Sol verdadeiro adianta-se ao Sol médio). A longitude estimada 034° 32,0' W convertida em tempo vale 2h 18m 08s (034° = 2h 16m; 32,0' = 2m 08s), e a posição está entre 022° 30' W e 037° 30' W, ou seja, no fuso 2W. Então: - HVL = 12h 00m - ET = − 11m → HML (Pmd) = 11h 49m - Long (034° 32,0' W) = + 2h 18m 08s - HMG (Pmd) = 14h 07m 08s ≈ 14h 07m - Fuso 2W = − 2h - **HLeg (Pmd) = 12h 07m** **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **C (11h 49m):** é a própria HML da passagem meridiana — o cálculo parado antes de aplicar a longitude e o fuso. - **B (11h 07m):** exatamente uma hora a menos que o correto; é o que se obtém aplicando à mesma HMG o fuso 3W em vez do fuso 2W da posição estimada. - **A (12h 03m):** conversão imprecisa da longitude em tempo, ou leitura da Equação do Tempo com alguns minutos de erro. - **D (12h 35m):** valor excessivo; resultaria de somar a Equação do Tempo em vez de subtraí-la, ou de errar a conversão de longitude em tempo. **Dica de estudo:** Revise o procedimento completo de cálculo da Hora Legal da passagem meridiana: HVL = 12h → aplica ET → HML → converte longitude em tempo → HMG → aplica fuso → HLeg.Questão 36 de 40
Um Capitão Amador resolveu visitar a Ilha de Fernando de Noronha saindo de Aracaju no dia 03 de outubro de 2013. Para seu planejamento valeu-se dos seguintes dados: Sua embarcação era um iate de 55 pés com 1,8 metros de calado na condição máxima de carregamento, capaz de desenvolver um SOA de 7 nós, velocidade que foi usada para o cálculo dos problemas da Rosa de Manobra e do tempo a ser despendido nas várias fases da viagem. Para a navegação astronômica seria considerada a altura do olho do observador como de 3,3 metros e o erro instrumental do sextante de +0,3'. Neste mesmo dia 04 de outubro, o Capitão resolveu tirar a posição do iate na Passagem Meridiana do Sol. Sua posição estimada era 245 milhas ao sul do Equador na longitude 034° 32' W. Observando os dados do Almanaque Náutico para aquele dia e a posição estimada do iate na passagem meridiana, o Capitão previu que a altura verdadeira do Sol na culminação seria:
- A) 88° 56,7'.
- B) 89° 17,3'.
- C) 89° 31,8'.✓ resposta
- D) 88° 51,0'.
- E) 89° 48,6'.
**Resposta correta: C — 89° 31,8'.** A altura verdadeira prevista do Sol na passagem meridiana sai da relação entre a Latitude estimada e a Declinação do Sol no instante da culminação: obtém-se a distância zenital meridiana z (subtraindo quando latitude e declinação são de mesmo nome, somando quando são de nomes contrários) e depois a = 90° − z. A posição estimada do iate era 245 milhas ao sul do Equador, isto é, 245' = **04° 05,0' S**, na longitude 034° 32,0' W. Para 04/outubro/2013 a página diária do Almanaque Náutico tabela a Declinação do Sol em **S 4° 33,1'** às 14h TU [SRC:cmt6k6ema000xbom2ud01xvzl], e o rodapé da mesma página dá d = 1,0' [SRC:cmt6k6eq30013bom2uev4a8jf]. Interpolando os 6m 43s que faltam até a HMG da culminação (14h 06m 43s), acrescenta-se 0,1': a Declinação do Sol é 4° 33,1' + 0,1' = **04° 33,2' S**. Latitude e Declinação são de mesmo nome (ambas Sul) e a Declinação é a maior das duas, de modo que se subtraem: z = δ − φ = 04° 33,2' − 04° 05,0' = 0° 28,2' a = 90° − z = 89° 60,0' − 0° 28,2' = 89° 31,8' O Sol culmina, portanto, quase no zênite do observador — a menos de meio grau dele. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (88° 56,7') e D (88° 51,0'):** corresponderiam a uma distância zenital de cerca de 1°, ou seja, a uma separação entre latitude e declinação bem maior que a real para essa data e posição. - **B (89° 17,3'):** distância zenital de cerca de 0° 43', inconsistente com os dados do problema. - **E (89° 48,6'):** altura superior à correta; implicaria uma distância zenital de apenas ≈ 0° 11', o que não corresponde à combinação de Latitude e Declinação do dia. **Dica de estudo:** Memorize a fórmula z = φ ± δ (subtrai quando mesmo nome, soma quando nomes contrários) e lembre que a = 90° − z, passo fundamental para o cálculo da altura prevista na passagem meridiana.Questão 37 de 40
O sinal de resposta transmitido pelo SART gera na tela do radar de banda X da embarcação ou aeronave de busca
- A) uma letra do código Morse da posição do transponder para o centro da tela.
- B) uma linha tracejada partindo do centro da tela para a posição do transponder.
- C) a letra DELTA do código Morse a partir da periferia da tela para a posição do transponder.
- D) uma linha com 12 pontos para fora da posição do transponder ao longo da linha de marcação.✓ resposta
- E) o código Morse "SOS" na marcação verdadeira do transponder.
**Resposta correta: D** O sinal de resposta transmitido pelo SART gera na tela do radar de banda X da unidade de busca **uma linha com 12 pontos para fora da posição do transponder ao longo da linha de marcação**, sendo o primeiro ponto da série o que indica a posição do próprio SART. Conforme especificado no EROG, quando interrogado por um radar que opera na faixa de 9 GHz com antena a 15 m de altura, o SART responde com 12 pontos padrões ("blip code") apresentados na tela para fora de sua posição ao longo da linha de marcação, com alcance de detecção de pelo menos 5 milhas náuticas. [SRC:cmpbnl26c0037ydm2vet83lbx] Miguens Vol. III confirma que o sinal gerado é uma linha pontilhada a partir da posição do transponder, na direção de sua marcação. [SRC:cmpbo3zec00ilt3m2ya1hqpuq] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A** ("uma letra do código Morse da posição do transponder para o centro da tela"): O SART não transmite nenhum símbolo Morse — esse comportamento é característico do **RACON**, não do SART. A diferença é explícita na literatura especializada: "enquanto o RACON exibe um sinal Morse quando ativado por um radar, o SART exibe uma linha de 12 pontos." [SRC:cmpahlhje0063qhm2ab64l4ue] Além disso, a direção estaria invertida. - **B** ("uma linha tracejada partindo do centro da tela para a posição do transponder"): A direção está invertida. A linha parte **da posição do transponder para fora** (em direção à periferia), não do centro da tela. [SRC:cmpbnl26c0037ydm2vet83lbx] - **C** ("a letra DELTA do código Morse a partir da periferia da tela para a posição do transponder"): Confunde o SART com o RACON. O SART não transmite código Morse nem a letra "D" (Delta). [SRC:cmpahlhje0063qhm2ab64l4ue] - **E** ("o código Morse 'SOS' na marcação verdadeira do transponder"): O SART não transmite "SOS" nem qualquer sequência Morse — transmite uma série de 12 pontos ("blip code"). [SRC:cmpbnl26c0037ydm2vet83lbx] **Dica de estudo:** Ao revisar SART, atente-se para a distinção entre SART (12 pontos para fora da posição) e RACON (sinal Morse), pois a confusão entre esses dois dispositivos é a principal armadilha desta questão.Questão 38 de 40
O "Poder de Discriminação em Distância" e a "Área Morta" dependem da característica do sistema radar chamada:
- A) Largura do Feixe.
- B) Frequência da Portadora.
- C) Largura do Pulso.✓ resposta
- D) Velocidade da Rotação da Antena.
- E) Frequência de Repetição de Impulsos (FRI).
**Resposta correta: C — Largura do Pulso.** A largura do pulso determina dois parâmetros diretamente relacionados: a **área morta** (alcance mínimo) e o **poder de discriminação em distância**. O eco de um alvo situado dentro da distância correspondente à metade do comprimento de pulso retorna ao radar ainda durante o tempo de transmissão, sendo mascarado pelo próprio pulso transmitido — essa região inacessível é a área morta. Da mesma forma, dois alvos na mesma marcação separados por uma distância menor que a metade do comprimento de pulso terão seus ecos sobrepostos, aparecendo como uma única imagem alongada na tela; portanto, o poder de discriminação em distância é igual à metade do comprimento de pulso. [SRC:cmpag86px00fgz4m26su1t9tk] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) Largura do Feixe** — A largura do feixe no plano horizontal define o **poder de discriminação em *marcação*** (a menor diferença angular entre dois alvos à mesma distância para que apareçam como imagens distintas), não a discriminação em distância nem a área morta. [SRC:cmpag86ri00fiz4m21vprjgyy] - **B) Frequência da Portadora** — A frequência da portadora influencia a largura do feixe (e, indiretamente, o alcance e a resolução), mas não é o parâmetro que define diretamente a área morta ou o poder de discriminação em distância. [SRC:cmpag86sf00fjz4m2tlobnucs] - **D) Velocidade de Rotação da Antena** — Esse parâmetro afeta a taxa de atualização da imagem na tela (frequência de varredura), mas não tem relação com a área morta nem com a discriminação em distância. - **E) Frequência de Repetição de Impulsos (FRI)** — A FRI determina o **alcance máximo** não ambíguo do radar (quanto maior o intervalo entre pulsos, maior a distância que pode ser medida sem ambiguidade), mas não governa a área morta nem a discriminação em distância. **Dica de estudo:** Revise a relação entre os parâmetros do pulso radar (largura e comprimento) e suas implicações práticas — área morta, alcance mínimo e poder de discriminação em distância — para não confundi-los com os efeitos da largura do feixe, que governa a discriminação em marcação.Questão 39 de 40
Um Capitão-Amador, em plena travessia Recife - Fernando de Noronha, aproveitando os ventos alísios de SE, navegava com seu veleiro no rumo verdadeiro (Rv) 070° e desenvolvia um SOG de 8 nós. Às 21h 46min, ao atravessar uma área de intenso movimento de barcos de pesca, o radar de bordo apresentou os seguintes alvos: A (Mrel 040°, 9 mn); B (Mrel 050°, 3 mn); C (Mrel 270°, 5 mn); D (Mrel 170°, 2,5 mn); E (Mrel 000°, 7 mn). Plotando novamente os alvos às 21h 52min, o Capitão obteve: A (040°, 8,5 mn); B (065°, 2,5 mn); C (270°, 4 mn); D (170°, 2 mn); E (000°, 7 mn). Qual é o alvo que poderá ser considerado um barco de pesca parado?
- A) alvo A.
- B) alvo B.✓ resposta
- C) alvo C.
- D) alvo D.
- E) alvo E.
**Resposta correta: (B) alvo B.** Entre as duas plotagens (21h 46min e 21h 52min, intervalo de 6 minutos), o alvo B mudou sua marcação relativa de 050° para 065° e sua distância diminuiu de 3 mn para 2,5 mn. À primeira vista isso pode parecer movimento, mas esse deslocamento na tela do radar é explicado pelo **movimento próprio do nosso navio** (Rv 070°, SOG 8 nós): quando *nossa* embarcação avança, um objeto parado muda de marcação relativa e de distância em proporção à nossa velocidade. Ao fazer a plotagem na Rosa de Manobra, o vetor de movimento relativo do alvo B corresponde exatamente ao vetor inverso do nosso próprio movimento — confirmando que o alvo B tem velocidade real nula, ou seja, está parado. [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **Alvo A (alternativa A):** A marcação relativa permaneceu em 040°, mas a distância reduziu de 9 mn para 8,5 mn. Um alvo parado teria de mostrar um deslocamento relativo de 0,8 MN (o que o veleiro percorre em 6 minutos a 8 nós) exatamente na direção 180° relativos, ou seja, correndo direto para a popa. O alvo A se deslocou 0,5 MN na direção 220° relativos — nem o comprimento nem a direção batem, logo ele tem movimento próprio. (Marcação constante com distância caindo, por si só, não prova nada: um objeto fixo bem pela proa faz exatamente isso.) [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7] - **Alvo C (alternativa C):** A marcação permanece em 270° (través de bombordo), mas a distância diminuiu de 5 mn para 4 mn em 6 minutos — taxa de aproximação de 10 nós. Isso indica movimento real do alvo (ou de ambos). [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7] - **Alvo D (alternativa D):** A marcação permanece em 170°, mas a distância caiu de 2,5 mn para 2 mn, também indicando aproximação com movimento relativo. [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7] - **Alvo E (alternativa E):** Marcação 000° e distância de 7 mn nas duas plotagens — sem nenhuma variação. [T2-general] Quando *nem* a marcação *nem* a distância mudam entre plotagens, o alvo tem exatamente o mesmo rumo e velocidade que o nosso navio (movimento relativo nulo), o que significa que ele **navega em paralelo conosco** a Rv 070° e SOG ≈ 8 nós — não está parado. **Dica de estudo:** Revise o conceito de movimento relativo na Rosa de Manobra: um alvo parado gera um vetor de movimento relativo igual e oposto ao vetor de velocidade do próprio observador, enquanto um alvo com movimento relativo nulo (como o alvo E) tem a mesma velocidade vetorial que o observador.Questão 40 de 40
Um Capitão-Amador, em plena travessia Recife - Fernando de Noronha, aproveitando os ventos alísios de SE, navegava com seu veleiro no rumo verdadeiro (Rv) 070° e desenvolvia um SOG de 8 nós. Às 21h 46min, ao atravessar uma área de intenso movimento de barcos de pesca, o radar de bordo apresentou os seguintes alvos: A (Mrel 040°, 9 mn); B (Mrel 050°, 3 mn); C (Mrel 270°, 5 mn); D (Mrel 170°, 2,5 mn); E (Mrel 000°, 7 mn). Plotando novamente os alvos às 21h 52min, o Capitão obteve: A (040°, 8,5 mn); B (065°, 2,5 mn); C (270°, 4 mn); D (170°, 2 mn); E (000°, 7 mn). Qual é o rumo e a velocidade do alvo "E"?
- A) rumo 000° e velocidade 10 nós.
- B) rumo 070° e velocidade 12 nós.
- C) o alvo estava parado.
- D) rumo 000° e velocidade 8 nós.
- E) rumo 070° e velocidade 8 nós.✓ resposta
## Resposta Correta A alternativa correta é **E — rumo 070° e velocidade 8 nós**. Para determinar o rumo e a velocidade real do alvo "E", aplica-se a técnica de plotagem na rosa de manobra (manobra de radar). O alvo "E" foi observado em duas plotagens consecutivas com intervalo de 6 minutos (21h 46min → 21h 52min): | Plotagem | Marcação Relativa | Distância | |----------|------------------|-----------| | 1ª | 000° | 7,0 MN | | 2ª | 000° | 7,0 MN | O alvo permaneceu exatamente na mesma marcação relativa e na mesma distância — ou seja, **seu movimento relativo (MR) é nulo**: a linha de movimento relativo tem comprimento zero. Quando o MR é nulo, o alvo acompanha perfeitamente o navio próprio: ele se move com o **mesmo vetor** que o navio próprio. O veleiro navegava no rumo verdadeiro (Rv) **070°** com SOG de **8 nós** [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7]. Portanto, para que o alvo pareça estacionário no radar (MR = 0), ele deve ter exatamente o mesmo rumo e a mesma velocidade do navio observador: **rumo 070° e 8 nós** [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7]. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (rumo 000°, velocidade 10 nós):** Qualquer combinação com rumo 000° colocaria o alvo se deslocando em direção diferente da embarcação observadora; o movimento relativo não seria nulo, e o alvo mudaria de posição na tela do radar. Além disso, 10 nós difere da velocidade do navio próprio. - **B (rumo 070°, velocidade 12 nós):** O rumo coincide com o do navio próprio, mas a velocidade de 12 nós é maior que os 8 nós do observador. Nesse caso, o alvo estaria se afastando progressivamente na tela do radar (a distância aumentaria), o que não ocorreu [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7]. - **C (o alvo estava parado):** Se o alvo estivesse parado, ele apresentaria um movimento relativo igual e oposto ao do navio próprio (MR = 8 nós em rumo 250°, ou seja, a distância diminuiria e/ou a marcação mudaria). Como a posição radar permaneceu idêntica nas duas plotagens, o alvo **não** pode estar parado — o barco de pesca parado deste cenário é o alvo "B", cuja marcação relativa variou de 050° para 065° enquanto a distância caiu de 3 mn para 2,5 mn, justamente o deslocamento de 0,8 MN para a popa que o avanço do veleiro produz num objeto fixo [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7]. - **D (rumo 000°, velocidade 8 nós):** Velocidade igual à do navio próprio, mas rumo perpendicular (000° ≠ 070°). Com vetores em direções diferentes e mesmo módulo, o resultado do movimento relativo não seria nulo; o alvo se deslocaria na tela [SRC:cmp8y2fwa0086dhm25d8bjei7]. --- ## Dica de estudo Revise o princípio fundamental da plotagem radar: quando marcação relativa **e** distância de um alvo permanecem constantes entre duas plotagens, o vetor velocidade real do alvo é idêntico ao do navio próprio (mesmo rumo e mesma velocidade).