Gabarito do simulado de Arrais-Amador
A resposta certa de cada questão do simulado gratuito de Arrais-Amador, com a explicação de por que ela é a certa.
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Questão 1 de 40
Na Tábua de Marés de um porto, para cada dia, os dois números informados em cada linha (por exemplo, 06:36 e 0,3 m) correspondem, respectivamente, ao:
- A) Velocidade e à direção da corrente de maré
- B) Horário e à altura daquela preamar ou baixa-mar✓ resposta
- C) Latitude e à longitude da estação maregráfica
- D) Temperatura da água e à força do vento previstas
- E) Ao rumo e à distância até a estação maregráfica
**Resposta correta: B — o horário e a altura daquela preamar ou baixa-mar.** Para cada maré do dia, a Tábua informa o horário previsto e a altura correspondente (em metros); com esses pares o navegante planeja a saída e o retorno. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — velocidade e direção da corrente:** isso é informação de correntes de maré (outra tabela), não o que consta na Tábua de Marés de um porto. - **C — latitude e longitude:** a posição da estação não é o dado lido linha a linha para planejar a maré. - **D — temperatura e vento:** são dados meteorológicos, ausentes da Tábua de Marés. - **E — rumo e distância:** são elementos de navegação traçados na carta; a Tábua de Marés informa apenas horários e alturas das marés.Questão 2 de 40
A fim de melhorar o conforto da vítima com fratura na perna a melhor posição que a perna deve ser imobilizada é:
- A) dobrada
- B) esticada✓ resposta
- C) em qualquer posição
- D) não há preocupação quanto a posição
- E) na posição que quebrou
**Resposta correta: B — esticada** Para fraturas em membros, a imobilização deve ser feita com a perna na posição esticada (anatômica/funcional), o que reduz a tensão muscular sobre o foco da fratura e minimiza a dor durante o transporte. A fonte disponível orienta a imobilização imediata com talas — remo, pedaços de madeira, travesseiro, a perna sadia, entre outros recursos de emergência — e a movimentação apenas do indispensável [SRC:4f411cb3-765d-48f2-9d6b-5b61d99b37f3]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — dobrada:** Imobilizar a perna em posição fletida aumenta a tensão muscular sobre o osso fraturado, agrava a dor e pode agravar a lesão. Não é recomendado. - **C — em qualquer posição** e **D — não há preocupação quanto à posição:** A posição de imobilização tem impacto direto no conforto e na segurança da vítima; ignorar isso é contrário ao princípio de "imobilize imediatamente" e de minimizar movimentação desnecessária [SRC:4f411cb3-765d-48f2-9d6b-5b61d99b37f3]. - **E — na posição que quebrou:** [T2-general] Embora em alguns protocolos avançados de trauma a perna seja imobilizada na posição encontrada quando há deformidade grave e resistência ao alinhamento, no contexto de primeiros socorros básicos a bordo, a orientação é imobilizar esticada para proporcionar o maior conforto possível à vítima. Manter a posição de fratura sem tentar algum alinhamento básico é indicado apenas quando o realinhamento cause dor extrema ou resistência — situação que exige suporte médico avançado, não disponível no cenário náutico. **Dica de estudo:** Revise o procedimento completo de imobilização com talas de emergência e os sinais que diferenciam fratura simples de fratura exposta — tema recorrente nas provas de primeiros socorros náuticos.Questão 3 de 40
Considerando as características abaixo descritas, assinale a alternativa que corresponde ao sinal náutico: É um sinal cego ou luminoso. É dotado de marca de tope, duas esferas pretas, uma sobre a outra e possui cor preta, com uma ou mais faixas horizontais encarnadas (vermelhas):
- A) Sinal Especial
- B) Sinal de Águas Seguras
- C) Sinal Lateral Bombordo
- D) Sinal Lateral Boreste
- E) Sinal de Perigo Isolado✓ resposta
**Resposta correta: E — Sinal de Perigo Isolado** O Sinal de Perigo Isolado é aquele construído sobre, fundeado sobre ou junto de um perigo de dimensões relativamente pequenas que tenha águas navegáveis em toda a sua volta. Suas características são exatamente as descritas no enunciado: cor **preta com uma ou mais faixas largas horizontais encarnadas (vermelhas)**, marca de tope composta por **duas esferas pretas, uma sobre a outra** (indicador diurno obrigatório), e, quando luminoso, exibe luz branca em grupo de dois lampejos — Lp(2) [SRC:31fc1b49-3747-4970-9c8f-e14165ad494c][SRC:fef2d1ee-11e7-4923-95c2-a480276c8ef7]. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — Sinal Especial:** possui cor **amarela**, marca de tope no formato de "X" amarelo e luz amarela com ritmos específicos — não tem faixas encarnadas nem esferas pretas [SRC:bf8e1aab-478f-49bc-974f-e76c1197c0ec]. - **B — Sinal de Águas Seguras:** apresenta faixas **verticais encarnadas e brancas**, formato preferencialmente esférico, e luz branca isofásica, de ocultação, lampejo longo a cada 10 s ou código Morse letra "A" — perfil completamente distinto do enunciado [SRC:fef2d1ee-11e7-4923-95c2-a480276c8ef7]. - **C — Sinal Lateral Bombordo e D — Sinal Lateral Boreste:** os sinais laterais definem os limites de um canal navegável; suas cores, marcas de tope e ritmos de luz diferem dos do Perigo Isolado. [T2-general] No Sistema IALA-B (adotado no Brasil), o lateral de bombordo é verde e o de boreste é vermelho — nenhum deles apresenta faixas horizontais encarnadas sobre fundo preto nem duas esferas como tope. - **Ponto de confusão frequente:** a cor preta com faixas horizontais encarnadas pode ser confundida, à distância, com alguns sinais cardinais; o elemento decisivo para identificar o Perigo Isolado é a marca de tope de **duas esferas pretas**, exclusiva desse tipo de sinal [SRC:31fc1b49-3747-4970-9c8f-e14165ad494c]. --- **Dica de estudo:** Memorize a tabela de sinais do IALA associando cada tipo ao seu conjunto exclusivo de cor + marca de tope + ritmo de luz — especialmente as esferas (Perigo Isolado), os cones (Cardinais) e o "X" (Especial).Questão 4 de 40
De acordo com Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar (RIPEAM), as marcas em forma de balão (esfera), cones, etc deverão ser exibidas:
- A) em situação de manobra
- B) apenas em visibilidade restrita
- C) apenas durante o dia✓ resposta
- D) apenas durante a noite
- E) Nenhuma das alternativas acima
**Resposta correta: C — apenas durante o dia** De acordo com a Regra 20 do RIPEAM, as regras referentes a marcas (como esferas, cones, cilindros, losangos etc.) **aplicam-se ao período diurno**, enquanto as regras referentes a luzes aplicam-se do pôr ao nascer do sol. Portanto, as marcas em forma de balão (esfera), cones e similares são exibidas exclusivamente durante o dia. [SRC:2396cdfa-d621-4491-80dd-d9b566b6e30e] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) em situação de manobra** — Estar em manobra não é a condição que determina o uso de marcas; o critério é o período do dia, não a situação de governo da embarcação. [SRC:2396cdfa-d621-4491-80dd-d9b566b6e30e] - **B) apenas em visibilidade restrita** — Em visibilidade restrita, o que se exige são as *luzes* (que podem ser acesas mesmo de dia nessa condição), e não as marcas. As marcas são diurnas independentemente da visibilidade. [SRC:2396cdfa-d621-4491-80dd-d9b566b6e30e] - **D) apenas durante a noite** — É o oposto do correto. À noite aplicam-se as regras de *luzes*, não de marcas. [SRC:2396cdfa-d621-4491-80dd-d9b566b6e30e] - **E) Nenhuma das alternativas acima** — Incorreta, pois a alternativa C reproduz fielmente o que dispõe a Regra 20 do RIPEAM. [SRC:2396cdfa-d621-4491-80dd-d9b566b6e30e] **Dica de estudo:** Vale fixar a distinção fundamental da Regra 20 do RIPEAM: *luzes* → período noturno (e visibilidade restrita durante o dia); *marcas* → período diurno.Questão 5 de 40
O balizamento que indica perigo isolado, possui as cores:
- A) branca e preta em listas horizontais
- B) branca e encarnada em listas verticais
- C) preta e encarnada em listas horizontais✓ resposta
- D) encarnada e amarela em duas metades
- E) preta e encarnada em listas verticais
**Resposta correta: C — preta e encarnada em listas horizontais** O sinal de perigo isolado é aquele construído sobre ou fundeado junto a um perigo de dimensões relativamente pequenas que possua águas navegáveis em toda a sua volta. Sua cor característica é **preta, com uma ou mais faixas largas horizontais encarnadas** [SRC:31fc1b49-3747-4970-9c8f-e14165ad494c]. A marca de tope obrigatória consiste em duas esferas pretas, uma sobre a outra, e a luz (quando houver) é branca com ritmo de grupo de dois lampejos — Lp(2) [SRC:fef2d1ee-11e7-4923-95c2-a480276c8ef7]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (branca e preta em listas horizontais):** Essa combinação não corresponde a nenhuma categoria do sistema de balizamento IALA; não há amparo nas normas para esse esquema de cores [SRC:31fc1b49-3747-4970-9c8f-e14165ad494c]. - **B (branca e encarnada em listas verticais):** Faixas verticais encarnadas e brancas caracterizam o **sinal de águas seguras** (EB — Entrada do Balizamento), não o de perigo isolado [SRC:fef2d1ee-11e7-4923-95c2-a480276c8ef7]. - **D (encarnada e amarela em duas metades):** A cor amarela exclusiva identifica o **sinal especial**, e a combinação encarnada/amarela não corresponde ao perigo isolado [SRC:bf8e1aab-478f-49bc-974f-e76c1197c0ec]. - **E (preta e encarnada em listas verticais):** As cores estão corretas, mas a disposição está errada — no perigo isolado as faixas são **horizontais**, não verticais. Faixas verticais encarnadas e brancas pertencem ao sinal de águas seguras [SRC:31fc1b49-3747-4970-9c8f-e14165ad494c]. **Dica de estudo:** Ao estudar balizamento, associe não só as cores, mas também a disposição das faixas (horizontal × vertical) e a marca de tope de cada categoria — esses detalhes são frequentemente explorados em questões de prova.Questão 6 de 40
A indicação de profundidade em um ecobatímetro pode ser:
- A) digital ou virtual
- B) sonora ou analógica
- C) colorida ou preto e branco
- D) digital ou analógica✓ resposta
- E) azul ou vermelha
**Resposta correta: D — digital ou analógica** Conforme estabelece Miguens, "a indicação de profundidade pode ser digital e/ou através de registro em uma escala gráfica" [SRC:a3b4022c-47e2-49df-b410-689e88aa8b33]. O registro gráfico (escala/traçado contínuo) constitui a forma **analógica** de apresentação, enquanto a exibição numérica direta corresponde ao modo **digital** — ambas os tipos encontrados nos ecobatímetros modernos, como ilustrado pelos modelos Furuno FE-700 e EA400 referenciados na mesma fonte [SRC:a3b4022c-47e2-49df-b410-689e88aa8b33]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (digital ou virtual):** o termo "virtual" não corresponde a nenhuma modalidade de indicação de profundidade reconhecida na literatura náutica. A alternativa confunde "digital" com outros tipos de exibição inexistentes nesse contexto. - **B (sonora ou analógica):** embora os ecobatímetros utilizem ondas sonoras ou ultrassônicas como princípio de funcionamento [SRC:ade8e978-61c0-4691-944c-0cdfe9a102ed], a **indicação de profundidade** em si não é "sonora" — o som é o meio de medição, não o formato de apresentação do resultado ao navegante. - **C (colorida ou preto e branco)** e **E (azul ou vermelha):** essas alternativas referem-se a características visuais secundárias de alguns displays (como o LED vermelho mencionado em certos modelos) [SRC:1c094822-2e04-4987-b93d-7b501a586796], mas não classificam os **tipos de indicação** de profundidade. Cor é um atributo do mostrador, não da modalidade de apresentação da medida. **Dica de estudo:** Revise os componentes e tipos de indicadores dos ecobatímetros (digital vs. registro gráfico analógico) no capítulo de Instrumentos Náuticos, distinguindo o **princípio de funcionamento** do equipamento da **forma de apresentação** da profundidade ao usuário.Questão 7 de 40
Os primeiros socorros são as primeiras providências tomadas no local do acidente que visam:
- A) aplicar medicamentos que ajudarão a recuperação dos acidentados em uma semana
- B) salvar a vida humana, aliviar dores e evitar complicações em feridos e acidentados✓ resposta
- C) curar as pessoas acidentadas, diminuindo suas dores e complicações
- D) realizar procedimentos de enfermaria, o que dispensará o apoio médico posterior
- E) restabelecer as pessoas, para que continuem aproveitando a viagem a bordo
**Resposta correta: B** Primeiros socorros são as primeiras providências tomadas no local do acidente com o objetivo de **salvar a vida humana, aliviar dores e evitar complicações** em feridos e acidentados. A literatura especializada reforça essa finalidade ao listar, entre os propósitos dos primeiros socorros em feridos graves, a prevenção do estado de choque, o controle de hemorragias e a manutenção das vias respiratórias — todos voltados a preservar a vida e minimizar agravamentos enquanto o atendimento médico definitivo não chega. [SRC:0d717961-2055-4a1f-a484-fc13e5d2b29b] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A** — Primeiros socorros não envolvem prescrição ou aplicação de medicamentos para recuperação em prazo determinado (como "uma semana"); seu escopo é imediato e emergencial, não terapêutico de longo prazo. [SRC:0d717961-2055-4a1f-a484-fc13e5d2b29b] - **C** — "Curar" é um objetivo médico de longo prazo, não o de primeiros socorros; a finalidade correta é **evitar complicações e aliviar dores**, não a cura propriamente dita. - **D** — Primeiros socorros nunca dispensam o apoio médico posterior — pelo contrário, o material especializado enfatiza que o atendimento médico adequado deve ser buscado, como indicado nas orientações sobre hipotermia ("até a chegada de auxílio médico adequado"). [SRC:bd755f2d-6ac4-4878-89c4-ab3c1874cd25] - **E** — Restabelecer o acidentado para que "continue aproveitando a viagem" trivializa a gravidade de uma emergência médica e não corresponde ao conceito técnico de primeiros socorros. **Dica de estudo:** Revise o capítulo de Princípios Gerais dos Primeiros Socorros, atentando para a distinção entre as fases de socorro imediato (primeiros socorros) e tratamento definitivo (assistência médica).Questão 8 de 40
Em uma embarcação atracada, em que situação nós precisamos manter alguém cuidando das espias para ir aumentando ou diminuindo seu comprimento:
- A) quando estiver em local com muita correnteza
- B) quando estiver em locais de grande amplitude de maré✓ resposta
- C) quando estiver em locais de pouca profundidade
- D) quando estiver em locais onde haja perigo de furto/roubo
- E) quando estiver em locais de grande profundidade
**Resposta correta: B — quando estiver em locais de grande amplitude de maré** Em portos ou atracadouros onde a variação entre a preamar e a baixamar é significativa, o nível d'água sobe e desce consideravelmente ao longo do dia. Como a embarcação acompanha esse movimento vertical, as espias precisam ser constantemente ajustadas — alongadas na baixamar e encurtadas na preamar — para que não fiquem tesas demais (risco de partir) nem frouxas demais (risco de a embarcação bater no cais ou se afastar excessivamente). Conforme fonte náutica de referência, "a folga das espias é função principalmente da amplitude da maré", sendo este o principal fator que determina a necessidade de vigilância e regulagem contínua das amarrações. [SRC:ee6620e9-efcc-4163-8d0e-f856911bf388] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — correnteza:** A correnteza influencia a escolha do bordo de atracação e a manobra de desatracação, mas não exige ajuste contínuo do comprimento das espias após a embarcação já estar amarrada. [SRC:22e72f19-9104-479e-bda6-2cbbbe14ddfe] - **C — pouca profundidade:** A profundidade afeta a segurança de navegação e a arfagem, mas não impõe necessidade de regulagem das espias enquanto a embarcação está atracada. [SRC:ee6620e9-efcc-4163-8d0e-f856911bf388] - **D — perigo de furto/roubo:** Embora exija vigilância da embarcação, não tem relação técnica com o comprimento das espias. - **E — grande profundidade:** A profundidade do local onde a embarcação está atracada não altera a tensão ou o comprimento necessário das espias. [SRC:ee6620e9-efcc-4163-8d0e-f856911bf388] > **Dica de estudo:** Ao estudar amarrações, revise também o comportamento específico do través (espia perpendicular ao cais), que é o cabo mais sujeito a partir por tesamento durante a variação de maré.Questão 9 de 40
Os coletes salva-vidas devem ser vestidos:
- A) com a parte flutuante para frente, após retirar a roupa
- B) com a parte flutuante para trás, por cima da roupa
- C) com a parte flutuante para frente, por baixo da roupa
- D) com a parte flutuante para frente, por cima da roupa✓ resposta
- E) com a parte flutuante para trás, por baixo da roupa
**Resposta correta: D — com a parte flutuante para frente, por cima da roupa.** [T2-general] O colete salva-vidas deve ser vestido com a parte flutuante (o material de flutuação, normalmente na região do peito) voltada para a frente do corpo, e sempre **por cima da roupa**. Vestido dessa forma, ele mantém o náufrago em posição segura na superfície, com a face voltada para cima, e a roupa funciona como camada de isolamento térmico adicional [SRC:9565e0be-e2ab-40b8-8ef1-5ece1f82a227]. [T2-general] Colocar o colete por baixo da roupa comprometeria tanto a capacidade de flutuação (roupa molhada sobre o colete reduz eficiência) quanto a agilidade de retirada em emergência; colocar a parte flutuante para trás deixaria o rosto do náufrago inconsciente submerso, anulando o propósito do equipamento. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A** — retirar a roupa é contraindicado: a vestimenta retém calor e protege contra hipotermia e queimaduras solares no mar [SRC:9565e0be-e2ab-40b8-8ef1-5ece1f82a227]. Além disso, a parte flutuante à frente estaria correta, mas a condição "após retirar a roupa" invalida a alternativa. - **B** — a parte flutuante para *trás* deixaria o rosto voltado para baixo em caso de inconsciência — configuração perigosa. Por cima da roupa está correto, mas a orientação está errada. - **C** — por *baixo* da roupa impede que a flutuação atue corretamente e dificulta o resgate visual do náufrago. - **E** — combina os dois erros: flutuante para trás e por baixo da roupa. > **Dica de estudo:** Revise os procedimentos de abandono de embarcação e uso de equipamentos de salvatagem, especialmente as orientações sobre colete salva-vidas, posição HELP e sobrevivência no mar.Questão 10 de 40
Quem estabelece os requisitos para homologação de Estações de Manutenção de Equipamentos de Salvatagem é:
- A) INMETRO
- B) IMO
- C) Autoridade Marítima✓ resposta
- D) Fabricante
- E) Diretoria de Hidrografia e Navegação
**Resposta correta: C — Autoridade Marítima** O Art. 4º do R-LESTA estabelece expressamente que "caberá à Autoridade Marítima estabelecer os requisitos para homologação de Estações de Manutenção de Equipamentos de Salvatagem" [SRC:c493f1a4-0e4b-4b64-a539-f039bcff504e]. Na prática, essa competência é exercida por delegação ao Diretor de Portos e Costas (DPC), conforme previsto no próprio Art. 5º da mesma norma [SRC:c493f1a4-0e4b-4b64-a539-f039bcff504e], razão pela qual documentos como a NORMAM-211 fazem referência ao credenciamento pela DPC para revisões de equipamentos infláveis [SRC:717a56c2-85ba-4a46-be26-5ae2b6799b38]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — INMETRO:** o INMETRO é o órgão federal de metrologia e avaliação da conformidade para produtos industriais em geral, mas a legislação aquaviária atribui especificamente à Autoridade Marítima — e não ao INMETRO — a competência sobre equipamentos de salvatagem e suas estações de manutenção [SRC:c493f1a4-0e4b-4b64-a539-f039bcff504e]. - **B — IMO:** a IMO (Organização Marítima Internacional) edita convenções internacionais como o SOLAS, que servem de referência técnica, mas não possui poder regulatório interno sobre o credenciamento de estações de manutenção no Brasil [SRC:10d19f4f-c50d-46fc-bc2f-63789548ffc0]. - **D — Fabricante:** o fabricante pode determinar periodicidade de revisão de seus equipamentos (por exemplo, de balsas salva-vidas) [SRC:717a56c2-85ba-4a46-be26-5ae2b6799b38], mas não tem atribuição legal para homologar estações de manutenção. - **E — Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN):** [T2-general] a DHN atua em hidrografia, sinalização náutica e avisos aos navegantes. A competência sobre segurança da navegação e homologação de equipamentos de salvatagem é da DPC (Diretoria de Portos e Costas), que age por delegação da Autoridade Marítima [SRC:c493f1a4-0e4b-4b64-a539-f039bcff504e]. **Dica de estudo:** revise o Art. 4º e o Art. 5º do R-LESTA em conjunto, pois a banca costuma explorar tanto a competência originária (Autoridade Marítima) quanto o mecanismo de delegação à DPC.Questão 11 de 40
É o nó principalmente usado para emendar cabos de bitolas diferentes:
- A) nó de escota✓ resposta
- B) lais de guia
- C) nó direito
- D) volta do fiel
- E) nó torto
**Resposta correta: A — nó de escota** O nó de escota dobrado é especialmente indicado para emendar cabos de bitolas (espessuras) diferentes — exatamente o cenário descrito na questão. Fontes especializadas descrevem que ele "é usado para emendar duas espias principalmente quando uma delas tem alça ou quando de tamanhos diferentes" [SRC:33b3e072-5113-48a7-a882-1c7a5e2b253d]. **Por que os demais estão errados:** - **C — nó direito:** serve para unir cabos de *mesma* bitola, não de bitolas diferentes [SRC:1661ebc2-f3c8-441d-b319-fd0c25ffe4cb]. Usar o nó direito em cabos de espessuras distintas resulta em uma emenda instável que pode recorrer. - **E — nó torto:** pouco usado e confunde-se com o nó direito, porém recorre (desfaz-se sob carga) — sem valor prático a bordo [SRC:1661ebc2-f3c8-441d-b319-fd0c25ffe4cb]. - **B — lais de guia:** é chamado de "rei dos nós" por ser dado com presteza e nunca recorrer; seus usos mais comuns são amarrações temporárias em boias e união de espias em geral, mas não é o nó especificamente indicado para bitolas diferentes [SRC:33b3e072-5113-48a7-a882-1c7a5e2b253d]. - **D — volta do fiel:** consiste em dois cotes dados um contra o outro com os chicotes saindo em sentidos contrários; sua função é fixar o chicote em mastro, malaqueta ou cunho — não emendar cabos [SRC:33b3e072-5113-48a7-a882-1c7a5e2b253d]. **Dica de estudo:** Ao revisar nós e voltas, associe cada um à sua *função principal* (unir, fixar, encurtar, içar) e ao requisito de bitola — isso costuma ser cobrado diretamente nas provas de arte do marinheiro.Questão 12 de 40
Os coletes salva-vidas infláveis devem ser enchidos:
- A) ao iniciar a viagem
- B) quando já dentro da água✓ resposta
- C) somente depois que entrar na balsa
- D) antes de abandonar a embarcação
- E) antes de pular na água
**Resposta correta: B — quando já dentro da água** [T2-general] Coletes salva-vidas infláveis devem ser enchidos **somente após o náufrago já estar dentro da água**. O motivo é de segurança física: se o colete for inflado antes do salto, o impacto com a superfície da água pode causar lesões graves (pescoço, coluna). Uma vez na água, o colete é então acionado para garantir a flutuação. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) ao iniciar a viagem** — Inflar o colete no início da viagem o tornaria inutilizável e volumoso durante toda a travessia, além de não ser o procedimento previsto para este tipo de equipamento. [T2-general] - **C) somente depois que entrar na balsa** — Entrar na balsa é o objetivo, não a condição para acionar o colete; além disso, a ordem de prioridade é colocar e ativar o equipamento de flutuação para garantir a sobrevivência no percurso até a embarcação de salvamento. [SRC:9565e0be-e2ab-40b8-8ef1-5ece1f82a227] - **D) antes de abandonar a embarcação** — Esta instrução se aplica ao *vestir* o colete (qualquer tipo), que deve ocorrer ao se configurar uma situação de emergência [SRC:9565e0be-e2ab-40b8-8ef1-5ece1f82a227]; porém, *inflar* um colete inflável antes de pular pode causar lesões graves no impacto com a água. [T2-general] - **E) antes de pular na água** — Pelo mesmo motivo da alternativa D: o impacto com a água com o colete já inflado representa risco de lesão. O acionamento correto é após a entrada na água. [T2-general] **Dica de estudo:** Revise as diferenças entre coletes rígidos (espuma, sempre vestidos prontos) e infláveis (vestidos desinflados, acionados na água) — essa distinção costuma aparecer em várias questões de segurança náutica.Questão 13 de 40
O movimento de uma embarcação motorizada, para vante ou para ré, é causado diretamente:
- A) pela ação dos ventos sobre os panos
- B) pela ação das correntes marinhas sobre o casco
- C) pelo giro do leme
- D) pela aceleração do motor
- E) pelo giro do hélice✓ resposta
**Resposta correta: E — pelo giro do hélice** O movimento de uma embarcação motorizada — seja para vante ou para ré — é causado diretamente pelo giro do hélice. É o hélice que, ao girar, empurra a massa de água e gera o empuxo propulsivo. [T2-general] Fisicamente, o hélice funciona como uma hélice de passo fixo ou variável que converte a energia rotacional do motor em força de tração axial, movendo a embarcação na direção desejada. O motor fornece a energia, mas a causa direta do movimento é a ação do hélice sobre a água. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — ação dos ventos sobre os panos:** descreve a propulsão de embarcações a vela, não de embarcações motorizadas. Ventos sobre panos não têm relação com o sistema propulsivo motor-hélice. - **B — ação das correntes marinhas sobre o casco:** correntes podem deslocar uma embarcação, mas trata-se de um fator externo passivo, não da causa direta do movimento propulsivo da embarcação. - **C — pelo giro do leme:** o leme tem por finalidade dar direção à embarcação e mantê-la no rumo determinado — é ele que faz a embarcação guinar — mas **não** causa o movimento em si [SRC:38f7cd29-b622-4f09-b4f9-697e7f3f4dc2]. Aliás, o leme só tem efeito quando a embarcação já está em movimento. - **D — pela aceleração do motor:** o motor é a fonte de energia que aciona o eixo, mas o que efetivamente age sobre a água e produz o movimento é o hélice, não o motor diretamente. A aceleração do motor sem o hélice não moveria a embarcação. > **Dica de estudo:** Revise a diferença entre os papéis do motor (fonte de energia), do hélice (propulsão) e do leme (direção) — essa distinção de funções é cobrada com frequência em questões de manobras e governo de embarcações.Questão 14 de 40
Como é denominada a manobra efetuada quando se quer manter a embarcação com a proa chegada ao vento para aguentar o mau tempo, com pouco seguimento, mas abatendo consideravelmente e formando uma esteira de calma?
- A) abater
- B) derivar
- C) pôr a embarcação a capa✓ resposta
- D) rocegar
- E) correr com o tempo
**Resposta correta — C: pôr a embarcação a capa** A manobra descrita — manter a proa voltada para o vento, com mínimo avanço e acentuado abatimento — é exatamente "navegar à capa". Fontes especializadas descrevem que, ao adotar essa manobra, a embarcação assume um rumo de 30° a 60° em relação às ondas, recebendo o mar pela bochecha e mantendo velocidade mínima de governo, praticamente sem avanço, criando um redemoinho protetor que impede o choque das ondas contra o casco. [SRC:d439c2ea-362a-48c6-a41c-1fa3b3ef7f7d] Como consequência direta dessa posição, o barco abate consideravelmente e suas partes (casario, vigias, escotilhas) ficam expostas ao vento e às ondas — ao mesmo tempo em que a esteira de calma formada ao barlavento protege o casco. [SRC:33f87171-46b4-47bd-bdd7-50253bcfc5e8] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) abater** — "Abater" designa o movimento pelo qual a embarcação desvia a proa para sotavento (gira afastando a proa do vento), não uma manobra de mau tempo. [T2-general] - **B) derivar** — Derivar é o deslocamento lateral da embarcação causado pelo vento ou pela corrente, sem intenção de manobra; não descreve uma técnica deliberada de aguentar mau tempo. [T2-general] - **D) rocegar** — Rocegar (ou garrear) é o deslizamento involuntário da âncora pelo fundo, arrastada pelo vento ou pela corrente — não tem relação com manobra de temporal. [T2-general] - **E) correr com o tempo** — É a manobra oposta: a embarcação corre na mesma direção do vento e das ondas, expondo a popa, e requer espaço de mar a sotavento. Fontes especializadas alertam que, nessa técnica, o espelho de popa e o poço ficam expostos às ondas — o que contrasta diretamente com a descrição da questão. [SRC:d439c2ea-362a-48c6-a41c-1fa3b3ef7f7d] **Dica de estudo:** Revise as manobras de mau tempo (à capa, correr com o tempo, árvore seca e uso de âncora flutuante), pois as bancas costumam explorar tanto os conceitos quanto as vantagens e desvantagens de cada uma.Questão 15 de 40
Durante a noite, foi avistada uma luz verde piscando e, pela carta náutica, verificou-se aproximação da entrada de um porto. Qual seria o formato provável deste sinal?
- A) Cúbico
- B) Cônico
- C) Cilíndrico✓ resposta
- D) Esférico
- E) Piramidal
**Resposta correta: C — Cilíndrico** No sistema de balizamento lateral (Sistema IALA), as boias de bombordo — que devem ser deixadas pelo lado de bombordo por quem entra no porto — possuem **formato cilíndrico** (ou pilar/charuto) e exibem **luz verde** com qualquer ritmo, exceto o grupo de lampejos compostos (2+1). [SRC:b61fea8b-6cda-459b-812d-32291849bdcd] Portanto, ao avistar uma luz verde piscando na entrada de um porto, o sinal mais provável corresponde a uma boia de formato cilíndrico. **Por que os demais estão errados:** - **B) Cônico** — O formato cônico identifica as boias de **boreste** (marcas laterais de estibordo), cujas luzes são **encarnadas (vermelhas)**, não verdes. [SRC:b61fea8b-6cda-459b-812d-32291849bdcd] - **A) Cúbico** — Formato cúbico não é previsto para sinais laterais de balizamento. [T2-general] Não corresponde a nenhuma categoria do sistema IALA. - **D) Esférico** — A esfera é a marca de tope associada a sinais de **águas seguras** (boia de meio-canal), não a uma boia lateral de bombordo com luz verde. [SRC:b61fea8b-6cda-459b-812d-32291849bdcd] - **E) Piramidal** — Formato piramidal não é um formato padrão de boia lateral no sistema IALA; [T2-general] não possui correspondência com a descrição da questão. **Dica de estudo:** Revise a tabela de sinais laterais do Sistema IALA (balizamento Região B), associando cor da luz → cor da boia → formato → lado a deixar na entrada de portos.Questão 16 de 40
No tocante ao uso do colete salva-vidas convém que antes de uma viagem se faça a (o):
- A) empréstimo de coletes de outro barco
- B) contagem das pessoas de bordo
- C) contagem das crianças e adultos
- D) demonstração de uso dos coletes salva-vidas✓ resposta
- E) improvisação de coletes salva-vidas
**Resposta correta: D — demonstração de uso dos coletes salva-vidas** Antes de uma viagem, [T2-general] a providência adequada em relação ao colete salva-vidas é realizar a **demonstração de uso** para todas as pessoas a bordo. Isso garante que, em uma situação de emergência, todos saibam vestir corretamente o equipamento sem hesitação. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) Empréstimo de coletes de outro barco:** Embora a literatura especializada mencione que materiais de salvatagem de esporte e recreio possam ser emprestados de outras embarcações [SRC:d0e045a3-a90b-493f-9427-c87d22700b35], tomar coletes emprestados não é a providência recomendada *antes de uma viagem* — cada embarcação deve possuir dotação própria, igual ao número total de pessoas a bordo. [SRC:9f97d3cc-4047-4a1d-8461-010b385d63f7] - **B) Contagem das pessoas de bordo:** A contagem de pessoas é relevante para garantir que a dotação de coletes seja suficiente [SRC:9f97d3cc-4047-4a1d-8461-010b385d63f7], mas não é a providência específica *em relação ao uso do colete* que se deve tomar antes da viagem. - **C) Contagem de crianças e adultos:** A distinção entre crianças e adultos importa para assegurar que existam coletes de tamanho adequado para cada faixa etária [SRC:9f97d3cc-4047-4a1d-8461-010b385d63f7], mas, assim como a alternativa B, trata-se de verificação de dotação, não de uma providência voltada ao *uso* do equipamento. - **E) Improvisação de coletes salva-vidas:** Coletes salva-vidas devem ser equipamentos certificados e homologados pela Autoridade Marítima; a improvisação é inaceitável e contrária às normas de segurança. [SRC:10d19f4f-c50d-46fc-bc2f-63789548ffc0] **Dica de estudo:** Revise as normas de segurança e salvatagem da NORMAM-211 com atenção às obrigações do Comandante quanto à instrução da tripulação e passageiros antes de cada viagem.Questão 17 de 40
É passível correr interrupção da singradura (viagem) quando:
- A) estiver em péssimo estado de conservação
- B) trafegar em áreas de segurança
- C) trafegar em canais balizados
- D) estiver com excesso de lotação✓ resposta
- E) a embarcação estiver sem luzes e marcas, previstas no RIPEAM
**Resposta correta: D — estiver com excesso de lotação** A interrupção da singradura (viagem) é uma medida que pode ser imposta a uma embarcação quando flagrada em determinadas situações de irregularidade. Navegar com excesso de lotação é uma das situações que autoriza a interrupção da singradura [SRC:5f971827-f41e-455c-84e0-6f0ba5a76fc7], além de estar prevista como infração sujeita à penalidade de multa ou suspensão do Certificado de Habilitação [SRC:80c53ce6-9310-4ac8-8915-1537c7942bbf]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — péssimo estado de conservação:** Trafegar em péssimo estado de conservação é causa de **apreensão da embarcação**, não de mera interrupção da singradura [SRC:731d5078-436b-4b29-8a17-f663b25befb9]. - **B — trafegar em áreas de segurança:** Também é causa de **apreensão da embarcação** [SRC:731d5078-436b-4b29-8a17-f663b25befb9], não de interrupção da singradura. - **C — trafegar em canais balizados:** O trânsito em canais balizados, por si só, não é causa de interrupção de singradura nem de apreensão; trata-se de situação regular de navegação [SRC:02516857-b303-427a-b9ca-efa0cc01980c]. - **E — embarcação sem luzes e marcas previstas no RIPEAM:** A ausência das luzes e marcas regulamentares é motivo de **apreensão da embarcação** [SRC:731d5078-436b-4b29-8a17-f663b25befb9], não de interrupção da singradura. **Dica de estudo:** Revise com atenção a distinção entre as situações que geram *interrupção da singradura*, *apreensão da embarcação* e *apreensão da carteira de habilitação*, pois as provas frequentemente exploram exatamente essa diferença.Questão 18 de 40
De acordo com Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar (RIPEAM), quando fundeado à noite com minha lancha de nove metros de comprimento, além de exibir uma luz circular branca onde melhor possa ser vista, posso também nessa situação:
- A) acender a luz encarnada a bombordo e verde a boreste
- B) acender todas as luzes de mastro
- C) iluminar todo convés principal✓ resposta
- D) acender somente as luzes necessárias para pesca amadora
- E) acender qualquer luz de navegação pois meu barco estará parado
## Explicação **Resposta correta: C — iluminar todo convés principal** A Regra do RIPEAM que trata de embarcações fundeadas permite que embarcações menores de 50 metros exibam apenas uma luz circular branca onde melhor possa ser vista [SRC:b613a481-bff3-4f58-9dff-c870d20f99ec]. Além disso, a mesma fonte estabelece que embarcações **maiores de 50 metros** devem iluminar seus conveses obrigatoriamente [SRC:b613a481-bff3-4f58-9dff-c870d20f99ec] — a regra nada diz sobre proibir essa iluminação em embarcações **menores**, o que a torna facultativa para elas. Portanto, para uma lancha de 9 metros fundeada à noite, iluminar o convés principal é a medida adicional **permitida** pelo regulamento. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) acender a luz encarnada a bombordo e verde a boreste** — As luzes de bordo (encarnada a BB e verde a BE) são luzes de navegação previstas para embarcações **em movimento** [SRC:167f9edf-6774-450e-8358-88942e0e0b29] [SRC:5fe88239-29ef-454d-b32f-c57b31c1dc30]. Exibi-las enquanto fundeado seria incorreto e poderia induzir outras embarcações a erro sobre a situação da lancha. - **B) acender todas as luzes de mastro** — A luz de mastro é definida como luz branca de setor de 225° associada à propulsão mecânica em movimento [SRC:167f9edf-6774-450e-8358-88942e0e0b29] [SRC:5fe88239-29ef-454d-b32f-c57b31c1dc30]. Acendê-las no fundeio, sem estar em movimento, não corresponde a nenhuma exigência ou permissão do RIPEAM para essa situação. - **D) acender somente as luzes necessárias para pesca amadora** — Estando fundeada, a embarcação não está engajada em pesca; as luzes de pesca são específicas para embarcações **em atividade pesqueira** em movimento ou paradas por essa razão. Não há previsão de exibir "luzes de pesca amadora" no estado de fundeio simples. - **E) acender qualquer luz de navegação pois meu barco estará parado** — O fato de estar parado não autoriza o uso indiscriminado de qualquer luz. O RIPEAM prescreve combinações específicas para cada situação (fundeada, em movimento, engajada em operação especial etc.) justamente para que outras embarcações possam identificar corretamente o estado de cada navio [SRC:167f9edf-6774-450e-8358-88942e0e0b29]. Acender luzes inadequadas pode causar confusão e aumentar o risco de abalroamento. **Dica de estudo:** Revise as Regras 30 (embarcação fundeada) e 21 do RIPEAM com atenção às distinções entre o que é **obrigatório**, o que é **facultativo** e o que é **proibido** conforme o comprimento da embarcação e sua condição operacional.Questão 19 de 40
O leme de um barco, posicionado na popa, dará a direção para um barco. Quando giramos o timão para direita. Um barco em movimento também tomará a direção de boreste e o leme terá ângulo:
- A) para boreste✓ resposta
- B) para ré
- C) para bombordo
- D) para frente
- E) para popa
**Resposta correta: A — para boreste** Ao girarmos o timão (ou a roda do leme) para boreste (direita), a porta do leme se desloca para esse mesmo bordo — ou seja, também para boreste — e a proa da embarcação guinará nessa mesma direção. Fontes especializadas confirmam que, ao girar o timão ou a roda do leme para um bordo, a proa da embarcação irá para esse bordo [SRC:38f7cd29-b622-4f09-b4f9-697e7f3f4dc2]. Portanto, leme para boreste → guinar para boreste. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B (para ré)** e **D (para frente):** "Ré" e "frente" descrevem sentidos longitudinais da embarcação (ao longo da linha proa-popa), e não posições angulares do leme. O leme deflecte lateralmente, não longitudinalmente [SRC:f70c5dd3-570d-489d-9964-e0b699479b60]. - **C (para bombordo):** Essa lógica se aplica à **cana do leme**, não ao timão/roda. Com a cana, empurrar para boreste leva a proa para bombordo. Com o timão ou a roda, o movimento é intuitivo: girar para boreste leva o leme e a proa para boreste [SRC:38f7cd29-b622-4f09-b4f9-697e7f3f4dc2]. Confundir os dois comandos é o erro mais comum neste tema. - **E (para popa):** "Popa" é a extremidade posterior da embarcação — uma direção longitudinal, não um ângulo de deflexão do leme [SRC:f70c5dd3-570d-489d-9964-e0b699479b60]. **Dica de estudo:** Revise a diferença entre o funcionamento do timão/roda do leme e da cana do leme — são comandos com lógicas opostas e essa distinção é frequentemente cobrada em provas.Questão 20 de 40
São considerados combustíveis voláteis:
- A) óleo de linhaça e álcool
- B) gasolina e graxa lubrificante
- C) éter e benzina✓ resposta
- D) óleo combustível e éter
- E) óleo combustível e óleo de linhaça
**Resposta correta: C — éter e benzina** Éter e benzina são exemplos clássicos de combustíveis voláteis, ou seja, substâncias que evaporam rapidamente à temperatura ambiente, formando vapores inflamáveis mesmo sem aquecimento adicional. Essa característica os torna extremamente perigosos em ambientes fechados, pois a simples presença de uma faísca pode provocar explosão [T2-general]. [T2-general] A volatilidade está diretamente ligada ao baixo ponto de ebulição e ao elevado índice de pressão de vapor dessas substâncias: o éter (ponto de ebulição ≈ 35 °C) e a benzina (mistura de hidrocarbonetos leves) evaporam com facilidade em temperaturas próximas à ambiente, ao contrário de líquidos menos voláteis. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) óleo de linhaça e álcool:** O óleo de linhaça é um óleo vegetal de baixa volatilidade; embora o álcool seja inflamável e tenha alguma volatilidade, fontes especializadas o citam como "provavelmente o mais seguro dos líquidos inflamáveis" para uso a bordo [SRC:dd0aaada-b32f-4e01-b71f-be353c641631]. Nenhum dos dois se enquadra no mesmo grau de volatilidade do éter e da benzina. - **B) gasolina e graxa lubrificante:** A gasolina é inflamável e consta como líquido inflamável de incêndio classe B [SRC:451fb48f-df84-4294-8eb1-8ef46f3d073c], mas a graxa lubrificante tem volatilidade muito baixa, sendo classificada junto aos óleos e solventes como risco de incêndio de paióis — não como combustível volátil [SRC:dd0aaada-b32f-4e01-b71f-be353c641631]. - **D) óleo combustível e éter:** O óleo combustível possui ponto de fulgor elevado e baixa volatilidade; a NORMAM-211 diferencia justamente esses combustíveis dos de ponto de fulgor inferior a 60 °C [SRC:91d70470-35f2-43bf-abd7-4b9c7aed81ca]. Apenas o éter seria volátil nessa combinação, tornando a alternativa incompleta e incorreta. - **E) óleo combustível e óleo de linhaça:** Ambos são óleos de baixa volatilidade, portanto nenhum dos dois se classifica como combustível volátil. [T2-general] **Dica de estudo:** Revise a relação entre ponto de fulgor, ponto de ebulição e classificação de inflamabilidade — esse conceito é recorrente nas questões sobre prevenção de incêndio a bordo.Questão 21 de 40
Num pilar de uma ponte sobre um rio navegável, observou-se um triângulo vermelho, isto significa que o:
- A) tráfego está à esquerda de quem desce ou sobe o rio✓ resposta
- B) tráfego está sujeito a interrupção no período de seca
- C) tráfego está à direita de quem desce ou sobe o rio
- D) tráfego proibido
- E) tráfego está permitido com sentido único
**Resposta correta: A — o tráfego está à esquerda de quem desce ou sobe o rio.** Segundo as normas de sinalização de pontes, quando a navegação é possível em toda a largura do vão livre, o pilar localizado **a boreste** (direita de quem sobe o rio) é sinalizado com **um triângulo equilátero encarnado (vermelho) sólido, com um vértice para cima** [SRC:7762b875-9d96-409f-b805-29b3150670a4]. Isso significa que o navegante deve passar **deixando esse pilar a boreste**, ou seja, o canal de tráfego fica à **esquerda** de quem sobe ou desce o rio — exatamente o que diz a alternativa A. **Por que as demais estão erradas:** - **B (tráfego sujeito a interrupção no período de seca):** Nenhuma sinalização padrão de ponte associa a cor vermelha ou o triângulo a restrições sazonais. Essa informação não tem respaldo nas normas de balizamento de pontes [SRC:7762b875-9d96-409f-b805-29b3150670a4]. - **C (tráfego à direita de quem desce ou sobe o rio):** É a interpretação invertida. O triângulo vermelho marca o pilar de boreste, indicando que o canal está à *esquerda*, não à direita. O painel de **quadrado verde sólido** é o que marca o pilar a bombordo (esquerda de quem sobe), delimitando o lado direito do canal [SRC:7762b875-9d96-409f-b805-29b3150670a4]. - **D (tráfego proibido):** A sinalização de tráfego proibido corresponde a uma **placa retangular encarnada com faixa branca**, não a um triângulo [SRC:16002e11-6530-4936-a104-cdf4346bce80]. - **E (tráfego com sentido único):** A sinalização de mão única envolve outros sinais específicos; um triângulo vermelho no pilar indica balizamento lateral do vão navegável, e não restrição de sentido de tráfego [SRC:7762b875-9d96-409f-b805-29b3150670a4]. **Dica de estudo:** Revise a convenção de cores do balizamento lateral — encarnado/vermelho sempre associado a boreste (direita de quem sobe) e verde a bombordo (esquerda de quem sobe) — e aplique essa lógica tanto a boias quanto à sinalização de pontes.Questão 22 de 40
Qual o mais aconselhável e mais rápido procedimento para se analisar e descobrir a profundidade de um local de fundeio?
- A) Consultando a tábua de marés
- B) Consultando o GPS
- C) Consultando o Aviso aos Navegantes
- D) Consultando o odômetro
- E) Consultando a carta náutica daquele local✓ resposta
**Resposta correta: E — Consultando a carta náutica daquele local** A carta náutica é o instrumento fundamental para obter informações de profundidade de uma área antes de fundear. Ela registra as profundidades levantadas hidrograficamente e apresenta isóbatas — linhas que interligam pontos de mesma profundidade —, permitindo visualizar a topografia do fundo e avaliar rapidamente se o local oferece condições seguras para o fundeio [SRC:46305736-386e-4ab1-a898-3ebeadde6921]. Quando se planeja um fundeio, o procedimento padrão é justamente estudar a carta náutica de maior escala disponível para a área, verificando profundidades, perigos e referências visuais [SRC:411ef355-90b9-4f03-bc2b-88912ce9b99c]. **Por que os demais estão errados:** - **A — Tábua de marés:** a tábua de marés fornece a variação do nível da água ao longo do tempo (horas de preamar e baixa-mar), não a profundidade do fundo. Ela pode complementar a leitura da carta para calcular a profundidade total disponível em determinado momento, mas isoladamente não informa a batimetria do local. - **B — GPS:** o GPS determina a posição geográfica (latitude e longitude) da embarcação, não a profundidade do fundo. É um instrumento de posicionamento, não de sondagem. - **C — Aviso aos Navegantes (AN):** os Avisos aos Navegantes comunicam correções e atualizações às cartas e publicações náuticas; não são uma ferramenta de consulta direta de profundidades. - **D — Odômetro:** o odômetro (ou "log") mede a distância percorrida ou a velocidade da embarcação através da água, sem qualquer relação com profundidade. > **Importante:** embora a carta náutica seja o meio mais rápido de obter a profundidade de um fundeadouro, o navegante deve usá-la com senso crítico. A precisão das sondagens depende da data e método do levantamento hidrográfico, e em certas áreas de fundo arenoso ou lamoso podem ocorrer alterações ao longo dos anos [SRC:38678c45-7a4b-4cb2-823f-4f15481e8a22]. Em navegação real, confirma-se a profundidade com o ecobatímetro ao aproximar-se do fundeadouro [SRC:6766fdbd-d3a2-4218-bd78-8bccbe5f0497]. **Dica de estudo:** revise o capítulo sobre cartas náuticas (confiança, isóbatas e sondagens) e o capítulo sobre fundeio — a integração entre esses dois temas é recorrente em questões de navegação costeira.Questão 23 de 40
A condição de equilíbrio de uma embarcação, com sua carga de peso sólidos e líquidos bem distribuídos e sua linha d’água respeitada é chamada de:
- A) estanqueidade
- B) flutuabilidade
- C) estabilidade✓ resposta
- D) deslocamento
- E) arqueação
## Resposta correta A alternativa correta é **C — estabilidade**. A estabilidade é definida como a capacidade da embarcação de manter-se corretamente trimada na água, condição alcançada quando cargas sólidas e líquidas estão bem distribuídas e a linha d'água é respeitada. [SRC:14e3b098-3c56-4140-a21f-d3c83045b89c] --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — estanqueidade:** Refere-se à capacidade do casco e dos compartimentos de impedir a entrada de água, não à condição de equilíbrio relacionada à distribuição de cargas. [T2-general] - **B — flutuabilidade:** É a capacidade da embarcação de se manter à tona (empuxo hidrostático). Embora relacionada à navegação segura, não descreve o equilíbrio resultante da distribuição correta de pesos e da observância da linha d'água. A **reserva de flutuabilidade** é, na verdade, um dos fatores que *sustenta* a estabilidade, e não o conceito que a define. [SRC:4a07473e-f933-4bb6-992c-3384c6aac7ed] - **D — deslocamento:** É o peso total da água deslocada pelo casco, grandeza empregada em cálculos de carregamento. Não descreve uma condição de equilíbrio operacional. [SRC:57ff26ea-de9e-4753-8422-1bfe8d6552af] - **E — arqueação:** Trata da medição volumétrica interna da embarcação (tonelagem), usada para fins comerciais e de registro, sem relação com a condição de equilíbrio. [T2-general] --- > **Dica de estudo:** Revise os conceitos de centro de gravidade (G), borda livre e efeito de superfície livre — todos afetam diretamente a estabilidade da embarcação.Questão 24 de 40
De acordo com Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar (RIPEAM), em uma ultrapassagem, realizada em segurança e com espaço suficiente para manobrar, a embarcação a ser ultrapassada deverá:
- A) manter seu rumo e velocidade✓ resposta
- B) soar quatro apitos curtos
- C) parar máquinas e seguir só com o seguimento
- D) guinar um pouco para o bordo oposto ao que vai ser ultrapassado
- E) diminuir a velocidade para ajudar na ultrapassagem
**Resposta correta: A — manter seu rumo e velocidade** Na situação de ultrapassagem, a embarcação que está sendo ultrapassada é a que tem preferência (privilegiada). A Regra 17 do RIPEAM estabelece que, quando uma embarcação é obrigada a manobrar, **a outra deverá manter seu rumo e sua velocidade** [SRC:9c66d1f6-1d2a-455e-8f5d-d5966475628f]. Complementarmente, a Regra 13 determina que toda embarcação que esteja ultrapassando outra deverá manter-se fora do caminho desta, ou seja, é a ultrapassante quem tem o ônus de manobrar [SRC:e47fb908-695c-4a44-a591-ab8dc43e6191]. O enunciado acrescenta que há espaço suficiente e a ultrapassagem se dará em segurança — logo, nenhuma manobra adicional da ultrapassada é necessária. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B — soar quatro apitos curtos:** Não existe esse sinal previsto no RIPEAM para esta situação. Sinais sonoros de manobra em ultrapassagem em canal estreito (um sinal específico por bordo) seguem regras próprias, mas quatro apitos curtos não correspondem a nenhum sinal prescrito para a embarcação ultrapassada. [T2-general] - **C — parar máquinas e seguir só com o seguimento:** A redução ou corte do seguimento é uma medida de *último recurso*, cabível somente quando necessário para evitar abalroamento ou para permitir mais tempo de avaliação — não uma obrigação rotineira da embarcação ultrapassada numa ultrapassagem segura [SRC:20b18a26-bd73-400e-a622-2d7cdb4467ad]. - **D — guinar para o bordo oposto:** Alterar o rumo não é obrigação da embarcação ultrapassada; ao contrário, guinar pode criar uma situação de risco, pois é a ultrapassante que deve se manter fora do caminho [SRC:9c66d1f6-1d2a-455e-8f5d-d5966475628f]. Alterações de rumo da embarcação privilegiada só se justificam se a ultrapassante claramente não estiver manobrado de forma apropriada [SRC:9c66d1f6-1d2a-455e-8f5d-d5966475628f]. - **E — diminuir a velocidade para ajudar na ultrapassagem:** Diminuir a velocidade implica alterar as condições de navegação sem necessidade, contrariando a obrigação da embarcação privilegiada de manter rumo e velocidade. A literatura especializada aponta que a embarcação a ser ultrapassada é a "mais privilegiada" e que todas as demais devem se manter fora de seu caminho [SRC:09d7fb58-646c-4981-b402-eac08095e69a]. **Dica de estudo:** Revise as Regras 13 e 17 do RIPEAM em conjunto — a Regra 13 define quem é a ultrapassante e a Regra 17 define a obrigação da embarcação privilegiada de manter rumo e velocidade.Questão 25 de 40
A temperatura na qual uma parcela de ar com pressão e conteúdo de vapor d’água constantes torna-se saturada quando resfria é chamada de:
- A) ponto de saturação
- B) ponto de orvalho✓ resposta
- C) ponto de congelamento
- D) ponto de ebulição
- E) ponto de fulgor
**Resposta correta: B — ponto de orvalho** A temperatura na qual uma parcela de ar, com pressão e conteúdo de vapor d'água constantes, atinge a saturação ao ser resfriada é denominada **Temperatura do Ponto de Orvalho (TPO)**. Nessa condição, a capacidade máxima do ar de conter umidade se iguala à quantidade de vapor d'água já presente, fazendo com que a umidade relativa alcance 100%. [SRC:80062a40-a859-441e-a1da-aab79184d354] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) Ponto de saturação** — não é uma denominação técnica estabelecida em meteorologia. O conceito descrito na questão corresponde especificamente ao ponto de *orvalho*, não a um genérico "ponto de saturação". [SRC:80062a40-a859-441e-a1da-aab79184d354] - **C) Ponto de congelamento** — refere-se à temperatura de mudança de fase da água líquida para sólida (0 °C ao nível do mar), fenômeno distinto da saturação do ar por resfriamento. [T2-general] - **D) Ponto de ebulição** — é a temperatura na qual a água passa do estado líquido para vapor, o oposto do processo descrito. Não tem relação com saturação do ar úmido por resfriamento. [T2-general] - **E) Ponto de fulgor** — é um conceito de segurança contra incêndio (temperatura mínima na qual um combustível emite vapores inflamáveis), completamente alheio à meteorologia. [T2-general] **Dica de estudo:** Revise a relação entre Temperatura do Ponto de Orvalho (TPO), umidade relativa e nível de condensação — conceitos centrais em meteorologia náutica e previsão de formação de névoa/nuvens.Questão 26 de 40
Estando presente o combustível e o oxigênio (comburente) para haver uma combustão é necessário que se atinja a (o):
- A) ponto de combustão
- B) temperatura de ignição✓ resposta
- C) ponto de ignição
- D) ponto de fulgor
- E) temperatura ideal
**Resposta correta: B — temperatura de ignição** Para que ocorra a combustão, são necessários três elementos simultâneos — o chamado "triângulo do fogo": o **combustível**, o **comburente (oxigênio)** e a **temperatura de ignição**. Estando presentes o combustível e o oxigênio, o terceiro elemento indispensável para iniciar e manter a reação química é justamente a temperatura de ignição [SRC:57bec460-e06b-4af7-ab72-dc3a3f92bef4]. Fontes especializadas confirmam que a temperatura de ignição é "uma temperatura adequada à combustão" [SRC:2098416f-a32f-4ed8-9b42-123630a6afd1]. --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — ponto de combustão:** [T2-general] Embora o termo "ponto de combustão" exista em alguns contextos técnicos (temperatura acima do ponto de fulgor em que o material sustenta chama continuamente), ele não é o elemento canônico do triângulo do fogo utilizado na doutrina de combate a incêndio náutico. A terminologia correta e consagrada é *temperatura de ignição*. - **C — ponto de ignição:** [T2-general] "Ponto de ignição" é muitas vezes usado como sinônimo coloquial, mas na classificação técnica adotada nas fontes de estudo o termo preciso é *temperatura* de ignição — que designa o valor térmico necessário para iniciar a combustão, e não um "ponto" com a conotação de temperatura mínima de lampejo usada para líquidos inflamáveis. - **D — ponto de fulgor:** O ponto de fulgor é um parâmetro diferente: é a temperatura mínima em que um combustível libera vapores suficientes para **lampejar** momentaneamente ao contato com uma chama, mas não para manter a combustão. A NORMAM-211, por exemplo, usa o ponto de fulgor como critério regulatório (inferior a 60 °C para gasolina, álcool e GLP) [SRC:91d70470-35f2-43bf-abd7-4b9c7aed81ca], mostrando que se trata de um conceito distinto da condição necessária à combustão contínua. - **E — temperatura ideal:** [T2-general] Essa expressão não tem definição técnica no contexto de combate a incêndio; trata-se de uma alternativa genérica sem amparo na doutrina. --- **Dica de estudo:** Revise o conceito do triângulo do fogo (combustível, comburente e temperatura de ignição) e a distinção entre ponto de fulgor, ponto de combustão e temperatura de ignição — esses termos aparecem frequentemente em questões de prevenção e combate a incêndio a bordo.Questão 27 de 40
Uma boia com cor preta e uma ou mais faixas horizontais encarnadas:
- A) lateral bombordo
- B) especial
- C) águas seguras
- D) cardinal norte
- E) perigo isolado✓ resposta
**Resposta correta: E — perigo isolado** Uma boia com cor **preta e uma ou mais faixas horizontais encarnadas** é o sinal de **perigo isolado** (PEP). Esse sinal é construído sobre, ou fundeado junto a, um perigo que tenha águas navegáveis em toda a sua volta. Quando luminosa, exibe luz branca com dois lampejos por período — ritmo Lp(2). [SRC:fef2d1ee-11e7-4923-95c2-a480276c8ef7] [SRC:b61fea8b-6cda-459b-812d-32291849bdcd] --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — Lateral bombordo:** A boia lateral de bombordo é **verde**, de formato cilíndrico, pilar ou charuto, com luz verde de qualquer ritmo (exceto Lp 2+1). Nada a ver com a cor preta/encarnada da questão. [SRC:b61fea8b-6cda-459b-812d-32291849bdcd] - **B — Especial:** O sinal especial é inteiramente **amarelo**, com tope em formato de "X" amarelo e luz amarela. [SRC:bf8e1aab-478f-49bc-974f-e76c1197c0ec] - **C — Águas seguras:** O sinal de águas seguras possui **faixas verticais encarnadas e brancas**, tope de esfera encarnada, e luz branca isofásica, de ocultação, lampejo longo a cada 10 s ou código Morse letra "A". Cores e padrão completamente distintos. [SRC:fef2d1ee-11e7-4923-95c2-a480276c8ef7] - **D — Cardinal norte:** [T2-general] As marcas cardinais usam combinações de amarelo e preto em faixas horizontais, conforme a posição (norte, sul, leste, oeste) em relação ao perigo — não se confundem com o padrão preto/encarnado do perigo isolado. --- **Dica de estudo:** Revise a tabela completa do sistema de balizamento IALA-B (ou Sistema A no Atlântico Sul), memorizando cor, formato, tope e ritmo de luz de cada categoria de sinal — as combinações são o ponto mais cobrado em provas de habilitação náutica.Questão 28 de 40
Os incêndios que ocorrem em equipamentos elétricos ou eletrônicos quando energizados são denominados:
- A) Incêndio classe "A”
- B) Incêndio classe “B”
- C) Incêndio classe “C”✓ resposta
- D) Incêndio classe “D"
- E) Incêndio classe “R"
**Resposta correta: C** Incêndios classe "C" são aqueles que envolvem equipamentos elétricos ou eletrônicos energizados. A primeira providência, sempre que possível, é desalimentar o circuito; em seguida, o combate deve ser feito preferencialmente com CO₂ ou pó químico, agentes que não conduzem eletricidade. [SRC:a95d5e42-db2e-473f-a1cb-86cdd2ee8500] [SRC:451fb48f-df84-4294-8eb1-8ef46f3d073c] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (Classe A):** refere-se a incêndios em materiais sólidos fibrosos que deixam resíduos como brasas ou cinzas — madeira, papel, cabos, estopas. O agente preferencial é a água. [SRC:a95d5e42-db2e-473f-a1cb-86cdd2ee8500] - **B (Classe B):** refere-se a incêndios em líquidos, gases e graxas combustíveis ou inflamáveis, como gasolina e óleo. A água deve ser evitada, pois pode espalhar o fogo. [SRC:451fb48f-df84-4294-8eb1-8ef46f3d073c] - **D (Classe D):** refere-se a incêndios em metais combustíveis, como sódio, potássio, magnésio, titânio e alumínio. O combate exige pós químicos especiais que não reajam com esses metais. [SRC:451fb48f-df84-4294-8eb1-8ef46f3d073c] - **E (Classe R):** não existe essa classificação no sistema adotado. [T2-general] **Dica de estudo:** Memorize a classificação A-B-C-D associando cada letra ao tipo de material envolvido — isso facilita identificar tanto a classe do incêndio quanto o agente extintor adequado.Questão 29 de 40
Uma embarcação com comprimento inferior a cinco metros, com convés aberto, sem cabine habitável e sem propulsão mecânica fixa e que, caso utilize motor de popa, este não exceda a 50 HP, para efeitos legais, é considerada:
- A) embarcação de médio porte
- B) embarcação miúda✓ resposta
- C) embarcação de grande porte
- D) embarcação de apoio
- E) embarcação não-registrada
**Resposta correta: B — embarcação miúda** A NORMAM-211 define "Embarcação Auxiliar" como a embarcação miúda utilizada como apoio de outra, com ou sem motor de popa não excedendo 50 HP [SRC:d0d382cd-57ab-46d9-aac6-5ec2347c8379]. Complementarmente, a norma estabelece que embarcações miúdas sem propulsão a motor e as utilizadas como auxiliares de outra maior, cujo motor não exceda 50 HP, estão dispensadas de inscrição [SRC:98a0c233-1223-405d-8874-5f807a2b43f5]. Fontes especializadas indicam que são consideradas embarcações miúdas aquelas com comprimento inferior ou igual a 5 metros [SRC:e99e4d4b-20e8-4f3e-bb52-39cc36e2e4bf], o que enquadra perfeitamente a embarcação descrita na questão nessa categoria. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) Embarcação de médio porte** — segundo a literatura especializada, embarcação de médio porte é aquela com comprimento inferior a 24 metros, *exceto as miúdas* [SRC:e99e4d4b-20e8-4f3e-bb52-39cc36e2e4bf]. Uma embarcação com menos de 5 metros jamais se enquadra nessa categoria. - **C) Embarcação de grande porte** — a NORMAM-211 define iate (grande porte) como a embarcação com comprimento igual ou maior a 24 metros [SRC:44c03831-4fdd-451d-8dc6-a932893b5198], muito acima dos menos de 5 metros da questão. - **D) Embarcação de apoio** — a norma define embarcação de apoio a manobra como aquela empregada no auxílio à movimentação de outras embarcações [SRC:44c03831-4fdd-451d-8dc6-a932893b5198]; trata-se de uma categoria funcional distinta, não definida pelo comprimento ou potência do motor. - **E) Embarcação não-registrada** — não existe essa categoria legal na classificação das embarcações pela Autoridade Marítima; trata-se de uma situação irregular, não de um tipo definido. **Dica de estudo:** Revise a tabela de classificação de embarcações da NORMAM-211, especialmente os critérios de comprimento e potência que distinguem embarcações miúdas de médio e grande porte, pois esse é um tema recorrente em provas de aquaviários.Questão 30 de 40
Segundo a RLESTA, a infração e seu autor material serão constatados:
- A) normalmente no momento em que for praticada a infração
- B) até 24 horas depois de praticada a infração
- C) até 7 dias depois de praticada a infração
- D) no momento em que for praticada, mediante apuração posterior ou mediante Inquérito Administrativo sobre Fatos da Navegação (IAFN)✓ resposta
- E) somente no momento em que for praticada a infração
**Resposta correta: D** O art. 9º do RLESTA, reproduzido na NORMAM-211, estabelece expressamente três formas de constatação da infração e de seu autor material: (I) no momento em que for praticada; (II) mediante apuração posterior; e (III) mediante inquérito administrativo — correspondente ao IAFN, julgado pelo Tribunal Marítimo [SRC:986fa677-69bd-489e-8879-4dd3e10bf870]. A alternativa D é a única que contempla as três hipóteses legais de forma completa. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A** ("normalmente no momento em que for praticada") está incorreta pois restringe a constatação a uma forma "normal", ignorando as modalidades de apuração posterior e IAFN expressamente previstas na lei [SRC:986fa677-69bd-489e-8879-4dd3e10bf870]. - **B** e **C** (prazos de 24 horas e 7 dias) não têm qualquer amparo no RLESTA. O prazo legalmente relevante para abertura de processos administrativos é de **cinco anos**, conforme a Lei nº 9.873/99 [SRC:986fa677-69bd-489e-8879-4dd3e10bf870], e não os prazos mencionados nessas alternativas. - **E** ("somente no momento em que for praticada") contradiz diretamente a lei, que admite apuração posterior e IAFN como formas igualmente válidas de constatação [SRC:986fa677-69bd-489e-8879-4dd3e10bf870] [SRC:72d04ef5-1bcf-415a-a7ea-c61b617f5d8d]. **Dica de estudo:** Revise o art. 9º do RLESTA junto com os itens 7.4 e 7.5 da NORMAM-211, que detalham cada modalidade de constatação e quem pode ser considerado autor material.Questão 31 de 40
Quando em mar ruim, para vencer as ondas grandes, deve-se acelerar e desacelerar o motor da seguinte forma:
- A) acelerar na subida e desacelerar antes da descida✓ resposta
- B) não acelerar nem na subida e nem na descida
- C) desacelerar na subida e acelerar antes da descida
- D) quando subir na onda acelera e continua acelerando na descida
- E) manter a velocidade constante tanto na subida quanto na descida
**Resposta correta: A — acelerar na subida e desacelerar antes da descida** Ao navegar em mar ruim com ondas grandes, a alternativa correta evita o risco central descrito nas fontes sobre mau tempo: o de a embarcação "surfar" e enterrar a proa ao ganhar velocidade demais ao se aproximar da crista e na descida, o que pode causar emborcamento pela proa [SRC:24bf2d11-36cb-418f-830c-3ba8762de97f]. Por isso a potência deve ser reduzida antes da crista; na subida, manter alguma potência é o mínimo para a embarcação não perder o governo do leme. [T2-general] — e **reduzir a potência antes de atingir a crista**, impedindo que a embarcação "surfe" descontroladamente pela descida. Fontes especializadas indicam que, em situação de mar de popa agitado, o piloto deve evitar que a embarcação acelere em demasia no cavado/descida da onda, pois isso pode fazer a proa "enterrar" na água e provocar emborcamento [SRC:24bf2d11-36cb-418f-830c-3ba8762de97f]. A mesma literatura alerta que pequenas embarcações que "surfam" próximas à crista aumentam drasticamente o risco de capotamento pela proa [SRC:24bf2d11-36cb-418f-830c-3ba8762de97f]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B) não acelerar nem na subida e nem na descida** — manter o motor sem resposta retira o governo da embarcação na subida, podendo fazê-la parar ou atravessar à onda, que é a situação mais perigosa. [T2-general] Sem aceleração na subida, a embarcação perde velocidade de avanço e pode ser apanhada lateralmente pela crista. - **C) desacelerar na subida e acelerar antes da descida** — é exatamente o inverso da técnica correta: desacelerar na subida retira o impulso necessário para vencer a onda, enquanto acelerar na descida agrava o risco de "surfar" e enterrar a proa [SRC:24bf2d11-36cb-418f-830c-3ba8762de97f]. - **D) acelerar na subida e continuar acelerando na descida** — a aceleração contínua na descida é o erro mais grave: fontes especializadas advertem que a tendência de acelerar demasiadamente no cavado da onda é perigosa e deve ser corrigida [SRC:9eeacb19-3c8c-4265-80d3-634fc67e364b]. Isso pode levar ao "surfar" incontrolado e ao emborcamento pela proa [SRC:24bf2d11-36cb-418f-830c-3ba8762de97f]. - **E) manter velocidade constante** — velocidade constante ignora a dinâmica da onda; literatura especializada destaca que, no mar de proa severo, é necessário reduzir a velocidade e controlar ativamente a potência para evitar choques violentos contra a estrutura da embarcação [SRC:9eeacb19-3c8c-4265-80d3-634fc67e364b]. **Dica de estudo:** Revise o tema "navegação em mau tempo" com atenção ao comportamento da embarcação em mar de proa e mar de popa, especialmente o conceito de "surfar" a onda e seus riscos.Questão 32 de 40
Segundo a Lei Federal 9.537/97 (LESTA) no caso da pena de cancelamento de CHA, o infrator poderá requerer a sua habilitação, decorridos o prazo mínimo de:
- A) 2 anos✓ resposta
- B) 3 anos
- C) 6 meses
- D) 90 dias
- E) 12 meses
**Resposta correta: A — 2 anos** De acordo com a Lei Federal 9.537/97 (LESTA), na pena de **cancelamento** da Carteira de Habilitação de Amador (CHA), o infrator somente poderá requerer nova habilitação após decorrido o prazo mínimo de **2 (dois) anos**. Esse prazo é distinto da pena de **suspensão**, que pode ser aplicada por até 12 meses conforme previsto na NORMAM-211 [SRC:b939dd02-a933-41ab-91b9-3d99c07d3248]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B (3 anos):** [T2-general] Não existe esse prazo na LESTA para o requerimento após cancelamento. Pode ser confundido com prazos prescricionais de outras legislações. - **C (6 meses), D (90 dias) e E (12 meses):** [T2-general] Esses prazos são inferiores ao exigido pela lei e não correspondem ao período mínimo estabelecido para o cancelamento. O prazo de 12 meses guarda relação com a pena de *suspensão* da CHA [SRC:b939dd02-a933-41ab-91b9-3d99c07d3248], e não com o cancelamento — distinção importante que costuma confundir candidatos. **Dica de estudo:** Atente para a diferença entre as penalidades de *suspensão* (até 12 meses) e *cancelamento* (requerimento de nova habilitação somente após 2 anos), pois a LESTA trata cada uma com prazos e consequências distintas.Questão 33 de 40
De acordo com Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar (RIPEAM), em uma situação de risco de abalroamento, a embarcação que não tenha a obrigação de manobrar, é chamada de embarcação:
- A) manobradora
- B) que tem preferência✓ resposta
- C) alcançada
- D) obrigada a manobrar
- E) sem preferência
**Resposta correta: B — que tem preferência** Segundo a Regra 17 do RIPEAM, quando uma embarcação é obrigada a manobrar, **a outra — aquela que não tem a obrigação de manobrar — é chamada de "embarcação que tem preferência"**. Sua obrigação inicial é manter seu rumo e sua velocidade [SRC:1909c4ec-cf4a-467c-be78-0b271cdd2848]. A mesma regra está reproduzida na literatura técnica: "Quando uma embarcação for obrigada a manobrar, a outra deverá manter seu rumo e sua velocidade" [SRC:9c66d1f6-1d2a-455e-8f5d-d5966475628f]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) manobradora** — é exatamente o oposto: a "embarcação manobradora" (ou "obrigada a manobrar") é aquela que *deve* se manter fora do caminho da outra, conforme a Regra 16 [SRC:1909c4ec-cf4a-467c-be78-0b271cdd2848]. - **D) obrigada a manobrar** — igualmente o oposto: esta denominação cabe à embarcação que *tem* a obrigação de agir, não à que está sendo protegida [SRC:1909c4ec-cf4a-467c-be78-0b271cdd2848]. - **C) alcançada** — "embarcação alcançada" é um conceito distinto, referente à situação de ultrapassagem (Regra 13), em que toda embarcação que está sendo ultrapassada é a mais privilegiada naquele contexto específico [SRC:09d7fb58-646c-4981-b402-eac08095e69a]. Não é o termo geral para a embarcação sem obrigação de manobrar. - **E) sem preferência** — é um termo inexistente no RIPEAM; na verdade, a embarcação em questão possui *preferência*, não ausência dela [SRC:1909c4ec-cf4a-467c-be78-0b271cdd2848]. **Dica de estudo:** Revise as Regras 16 e 17 do RIPEAM em conjunto — elas formam um par que define os papéis opostos de "embarcação obrigada a manobrar" e "embarcação que tem preferência" em qualquer situação de risco de abalroamento.Questão 34 de 40
Os ventos sopram de um centro de alta pressão para um centro de baixa pressão, mas não de forma direta, mas de forma curva, em virtude do movimento de rotação da Terra. A esse fenômeno chamamos de:
- A) Escala Beaufort
- B) Ciclone
- C) Furacão
- D) Força centrífuga dos ventos
- E) Força de Coriolis✓ resposta
**Resposta correta: E — Força de Coriolis** O fenômeno descrito — o desvio curvilíneo dos ventos ao fluírem de regiões de alta pressão para regiões de baixa pressão, causado pela rotação da Terra — é exatamente a **Força de Coriolis**. Conforme Miguens [SRC:5f8ef088-8ff2-461b-ac1b-6d1bd97c9067], os fluxos de ar que se dirigem à Zona de Convergência Intertropical são afetados pelo Efeito de Coriolis, que causa um desvio para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul. Esse mesmo efeito explica a curvatura dos ventos alísios, dos oestes prevalecentes e dos estes polares [SRC:bc39640c-46a7-4b7f-9629-8160db672257]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) Escala Beaufort** — É uma escala numérica que classifica a intensidade do vento (e seus efeitos observáveis no mar e em terra), não um fenômeno de desvio de trajetória. Não tem relação com a curvatura dos ventos. - **B) Ciclone** — É um *sistema meteorológico* caracterizado por ventos que circulam em torno de um centro de baixa pressão (sentido anti-horário no HN e horário no HS). O ciclone é uma *consequência* da Força de Coriolis, não o fenômeno em si. - **C) Furacão** — É um tipo específico de ciclone tropical de grande intensidade. Assim como o ciclone, é um sistema meteorológico, e não o nome do mecanismo físico que causa o desvio dos ventos. - **D) Força centrífuga dos ventos** — A força centrífuga atua em sentido oposto ao centro de rotação e não é o agente responsável pelo desvio causado pela rotação terrestre. [T2-general] A força de Coriolis é uma força aparente (pseudoforça) que surge em referenciais rotativos — como a superfície da Terra —, distinta da força centrífuga, embora ambas sejam forças fictícias associadas à rotação. **Dica de estudo:** Revise como a Força de Coriolis age diferentemente nos dois hemisférios e como ela origina os principais sistemas de vento globais (alísios, oestes prevalecentes e estes polares).Questão 35 de 40
Dois apitos curtos significam:
- A) embarcação em visibilidade restrita
- B) embarcação fundeada em visibilidade restrita
- C) estou guinando para bombordo✓ resposta
- D) estou dando máquinas atrás
- E) estou guinando para boreste
**Resposta correta: C — estou guinando para bombordo** Conforme a Regra 34(a) do RIPEAM-72, dois apitos curtos significam "estou guinando para bombordo" [SRC:522f6dc2-6554-4acd-b480-5fcdec0bea1d]. Esse sinal é emitido por embarcação de propulsão mecânica quando está manobrando no visual de outras embarcações [SRC:1847b627-c71c-4f36-ae90-ef7c99e4a393]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A e B** — Sinais em visibilidade restrita seguem a Regra 35 do RIPEAM, que prevê sinais de apito *longo* (ex.: 1 apito longo a cada 2 minutos para embarcação em seguimento, ou toques de sino para embarcação fundeada). Dois apitos curtos não pertencem a esse regime [SRC:4111fd52-0827-4ab7-8b46-00f542b5c567]. - **D — estou dando máquinas atrás:** esse significado corresponde a **três** apitos curtos, não dois [SRC:522f6dc2-6554-4acd-b480-5fcdec0bea1d]. - **E — estou guinando para boreste:** esse significado corresponde a **um** apito curto [SRC:1847b627-c71c-4f36-ae90-ef7c99e4a393]. É o distrator mais perigoso, pois inverte a direção da guinada — confundir boreste com bombordo é o erro mais comum dos candidatos. **Dica de estudo:** Memorize a sequência 1–2–3 da Regra 34: boreste, bombordo, ré — e associe ao número de apitos curtos correspondente.Questão 36 de 40
Um apito curto significa:
- A) estou parando máquinas
- B) estou guinando para boreste✓ resposta
- C) estou guinando para bombordo
- D) estou dando máquinas atrás
- E) estou dando máquinas adiante
**Resposta correta: B — estou guinando para boreste** Um apito curto, quando emitido por uma embarcação em manobra no visual de outra, significa "estou guinando para boreste". Esse sinal está previsto na Regra 34 do RIPEAM-72 e pode ser suplementado por um lampejo luminoso de igual significado. [SRC:a7ed5bce-e200-4363-a126-d029d778775c] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A — estou parando máquinas:** não existe esse sinal no RIPEAM. A alternativa confunde o candidato por parecer uma manobra relevante, mas o regulamento não prevê apito específico para parada de máquinas no contexto da Regra 34. - **C — estou guinando para bombordo:** esse significado corresponde a **dois** apitos curtos (dois lampejos), não a um. [SRC:a7ed5bce-e200-4363-a126-d029d778775c] - **D — estou dando máquinas atrás (a ré):** esse significado corresponde a **três** apitos curtos (três lampejos). [SRC:a7ed5bce-e200-4363-a126-d029d778775c] - **E — estou dando máquinas adiante:** não existe sinal de apito previsto no RIPEAM para indicar máquinas adiante; a alternativa é uma alternativa sem respaldo regulamentar. **Dica de estudo:** Memorize a sequência 1/2/3 apitos curtos → boreste/bombordo/ré — é a estrutura central da Regra 34(a) do RIPEAM e cai frequentemente em provas.Questão 37 de 40
O termo EM MOVIMENTO se aplica a todas as embarcações que
- A) estão amarradas
- B) estão atracadas
- C) estão encalhadas
- D) não se encontram fundeadas, amarradas a terra ou encalhadas✓ resposta
- E) estão fundeadas
**Resposta correta: D** O RIPEAM-72 define expressamente, na Regra 3(i), que o termo **"em movimento"** se aplica a todas as embarcações que **não se encontram fundeadas, amarradas à terra ou encalhadas** [SRC:ab5241f4-0655-4de6-ab65-38cbacd84def]. É importante notar que uma embarcação pode estar "em movimento" (underway, no original em inglês) mesmo que esteja **parada sem seguimento** — ou seja, sem velocidade sobre a água —, pois o critério não é se ela se desloca, mas sim se ela está livre de qualquer fixação ao fundo, à terra ou ao solo [SRC:ab5241f4-0655-4de6-ab65-38cbacd84def]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A (amarradas)** e **B (atracadas):** Embarcações amarradas à terra ou atracadas estão explicitamente excluídas da condição "em movimento" pela própria definição do RIPEAM [SRC:ab5241f4-0655-4de6-ab65-38cbacd84def]. - **C (encalhadas):** Encalhamento também é condição excludente expressa na definição [SRC:ab5241f4-0655-4de6-ab65-38cbacd84def]. - **E (fundeadas):** Embarcações fundeadas (com âncora no fundo) igualmente estão fora da condição "em movimento" [SRC:ab5241f4-0655-4de6-ab65-38cbacd84def]. **Dica de estudo:** Revise a Regra 3 do RIPEAM-72 (Definições Gerais) na íntegra — ela concentra vários termos técnicos cobrados em prova, como "embarcação sem governo", "capacidade de manobra restrita" e "restrita ao calado".Questão 38 de 40
Uma embarcação exibindo três esferas dispostas em linha vertical estará:
- A) atracada
- B) encalhada✓ resposta
- C) fundeada
- D) sem governo
- E) com capacidade de manobra restrita
**Resposta correta: B — encalhada** Uma embarcação encalhada deve exibir, como marca diurna, **três esferas dispostas em linha vertical**. [SRC:b613a481-bff3-4f58-9dff-c870d20f99ec] --- **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) Atracada** — Embarcação atracada (junto ao cais) não é obrigada a exibir marcas específicas pelo RIPEAM; não há previsão de três esferas para essa situação. [T2-general] - **C) Fundeada** — A embarcação fundeada exibe apenas **uma esfera** na parte de vante, não três. [SRC:b613a481-bff3-4f58-9dff-c870d20f99ec] Este é o distrator mais perigoso: como a embarcação encalhada exibe, adicionalmente, as luzes de fundeio, o candidato pode confundir as duas situações — mas o sinal de três esferas é exclusivo do encalhe. - **D) Sem governo** — A embarcação sem governo exibe **duas** esferas (ou marcas semelhantes) dispostas em linha vertical, não três. [SRC:ed94e75d-672b-49e0-9da8-b974da442988] - **E) Com capacidade de manobra restrita** — Essa embarcação exibe três marcas em linha vertical, porém com configuração diferente: esfera (superior) + losango (meio) + esfera (inferior) — não três esferas iguais. [SRC:ed94e75d-672b-49e0-9da8-b974da442988] --- **Dica de estudo:** Revise a Regra 27 do RIPEAM comparando lado a lado as marcas de embarcação sem governo (2 esferas), com capacidade de manobra restrita (esfera-losango-esfera) e encalhada (3 esferas), pois a semelhança numérica é fonte frequente de confusão em provas.Questão 39 de 40
O que é um VHF?
- A) Um equipamento de segurança que ajuda a manter a cabeça do usuário fora da água
- B) Um equipamento de navegação que ajuda a determinar a posição da embarcação
- C) Um equipamento de comunicação que permite ao usuário se comunicar com outras embarcações✓ resposta
- D) Um equipamento de pesca que ajuda a capturar peixes grandes
- E) Um equipamento de mergulho que permite ao usuário respirar debaixo d'água
**Resposta correta: C** O VHF (*Very High Frequency*) é um **equipamento de radiocomunicação** que opera na faixa de frequência de 156 a 174 MHz. Conforme o EROG (Marinha/DPC), "o transceptor VHF é um equipamento de radiocomunicação básico, ou seja, recebe e transmite mensagens faladas", sendo obrigatório nas estações de navio de embarcações de pequeno e médio porte e também presente em embarcações de grande porte [SRC:de04380e-3ec6-4057-9660-a612d0fac021]. Ele permite a comunicação entre embarcações, entre embarcação e terra e, conectando-se a uma Estação Costeira, possibilita comunicação com qualquer lugar do mundo [SRC:11bbe63b-8cc6-49ba-a941-4cd7e7663b27]. **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **A) Equipamento de segurança para manter a cabeça fora da água** — Trata-se da definição de um colete salva-vidas ou boia de nado, não de VHF. [T2-general] - **B) Equipamento de navegação para determinar posição** — Essa função é de equipamentos como GPS ou radar. O VHF é exclusivamente um equipamento de *radiocomunicação* [SRC:de04380e-3ec6-4057-9660-a612d0fac021]; embora auxilie operações de segurança, não determina posição. - **D) Equipamento de pesca** — Não há qualquer relação do VHF com pesca; é inteiramente equivocado. [T2-general] - **E) Equipamento de mergulho para respirar debaixo d'água** — Descreve um regulador de mergulho ou scuba, sem qualquer relação com VHF. [T2-general] **Dica de estudo:** Revise também os canais obrigatórios do VHF marítimo — especialmente o canal 16 (socorro e chamada) — e as regras de escuta permanente durante a navegação.Questão 40 de 40
A palavra "MAYDAY" emitida por radiofonia, significa:
- A) Um sinal de perigo e socorro✓ resposta
- B) Um pedido para eclusagem
- C) Um pedido para mudar de canal
- D) Um sinal de vento
- E) Um sinal de fundeio
**Resposta correta: A — Um sinal de perigo e socorro** "MAYDAY" é a palavra usada em radiotelefonia para indicar que uma embarcação está sob ameaça de perigo grave e iminente e solicita auxílio imediato. [SRC:4357154b-70ad-478e-b9a1-2f97b921c8e0] O RIPEAM confirma que um sinal emitido por radiotelefonia, constituído pela palavra falada "MAYDAY", figura explicitamente entre os sinais que indicam perigo e necessidade de auxílio. [SRC:78fd5dbc-db8a-45b3-a516-8042b2dfe5a0] **Por que as demais alternativas estão erradas:** - **B — Pedido para eclusagem:** Eclusagem refere-se ao processo de transposição de eclusas em hidrovias; não existe sinal radiotelefônico padronizado com a palavra "MAYDAY" para esse fim. [T2-general] - **C — Pedido para mudar de canal:** A mudança de canal é feita por procedimento ordinário de comunicação (ex.: indicar o canal de tráfego após chamada inicial); não tem relação com "MAYDAY". [T2-general] - **D — Sinal de vento:** Não há na padronização GMDSS ou no RIPEAM qualquer associação de "MAYDAY" a condições meteorológicas de vento. [T2-general] - **E — Sinal de fundeio:** Sinais de fundeio são indicados por meios visuais e sonoros específicos (luz branca, sino, etc.); "MAYDAY" não tem essa função. [T2-general] > **Dica de estudo:** Revise os três níveis de prioridade radiotelefônica — MAYDAY (socorro), PAN-PAN (urgência) e SÉCURITÉ (segurança) — pois questões de prova frequentemente exploram a distinção entre eles. [SRC:68bdbc5d-9cde-42d2-bec6-e46d2688c6e9]